Neto do economista Roberto Campos será presidente do Banco Central

Roberto Campos Neto trabalha há 16 anos no Banco Santander e é especializado em Finanças pela Universidade da Califórnia

Em meados da década de 1960, o governo do presidente Castello Branco estabilizou a economia e, por isso, no governo de Emilio Médici o país cresceu 10% ao ano. Dois economistas liberais, Roberto Campos (Planejamento) e Octavio Gouveia de Bulhões (Fazenda), foram chaves na reorganização da economia. Mais de cinquenta anos depois, um neto de Roberto Campos — Roberto de Oliveira Campos Neto — chega à presidência do Banco Central. Sem a mesma autonomia do avô, mas num posto decisivo (por exemplo, para o controle da inflação).

Indicado pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, executivo do Banco Santander há 16 anos e especializando em finanças pela Universidade da Califórnia, é apontado como competente e dotado de ampla visão tanto do mercado financeiro quanto do chamado produtivo.

O economista Mansueto Almeida permanece na chefia da Secretaria do Tesouro Nacional. Paulo Guedes o bancou.

O presidente eleito Jair Bolsonaro deu carta branca para Paulo Guedes escolher seus principais auxiliares. Todos os escolhidos até agora — como Joaquim Levy, que vai para o BNDES — são liberais praticamente de carteirinha. Fica configurado, portanto, que o governo adotará políticas liberais — e não estatistas. É o recado principal dos escolhidos para o setor crucial do governo — o comando da economia.

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