Morre Joana Gomide, mulher do ex-secretário da Fazenda e ex-deputado Haley Margon

Responsável pela modernização da assistência social em Catalão, Joana Gomide é mãe do escritor Halley Margon Júnior, colaborador do Jornal Opção

Joana Gomide e Haley Margon Vaz | Foto: Reprodução

Joana Gomide Margon Vaz morreu na quinta-feira, 30, aos 86 anos. Ela era casada com o ex-prefeito de Catalão, ex-deputado federal e ex-secretário da Fazenda do governo de Goiás Haley Margon Vaz. Ela é mãe do escritor Halley Margon Júnior — colaborador do Jornal Opção —, Ricardo Margon e Letícia Margon. Foi uma das primeiras-damas do município que mais cuidaram do social na Prefeitura de Catalão.

O economista Luís Estevam escreveu, no Portal SD News, que “o trabalho de Joana Gomide na prefeitura, na década de 1980, se destacou pelo ineditismo. Nunca antes, na gestão administrativa de Catalão, uma primeira-dama havia criado um leque tão variado de programas sociais e comandado pessoalmente sua implementação. Dona Joaninha, como é conhecida, trabalhou diariamente no atendimento comunitário durante seis anos, sem receber qualquer remuneração pelos serviços prestados”.

Doutor em economia pela Unicamp, Luís Estevam ressalta que, “em termos sociais, a década de 1980 foi bastante crítica para Catalão. A população crescia rapidamente em função do atrativo que as empresas mineradoras exercia sobre os moradores da região. O problema aumentou porque a prefeitura municipal não contava com aparato adequado para amenizar o fenômeno. Na esteira da expansão demográfica surgiam constantemente novas necessidades de moradias, atendimento médico e assistência social”. Noutras palavras, Joana Gomide modernizou a assistência social em Catalão.

Quando Haley Margon assumiu a prefeitura, em 1983, Joana Gomide criou o grupo de Legionárias do Bem-Estar Social, “procurando levar à população”, registra Luís Estevam, “benefícios mais duradouros e condições de vida mais adequadas para a comunidade. A meta era a implementação de medidas de longo prazo e não meramente assistencialistas. Ainda assim, as Legionárias não descuidaram do atendimento às carências mais urgentes dos moradores. Foi o caso especial do setor de saúde, com encaminhamento diário aos hospitais e médicos da cidade, através do aviamento de receitas e custeio de exames. Nesse esquema foram realizados centenas de procedimentos especializados com pagamento de cirurgias em Catalão e, quando necessário, em outros centros maiores”.

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