Missão número um de marqueteiro é mudar a voz do senador Wilder Morais
01 agosto 2026 às 21h00

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O marqueteiro Marcelo Vitorino não é de falar muito, sobretudo evita contato com jornalistas. Porque seu trabalho é feito nas sombras mas com o objetivo de se tornar público.
O mercado do marketing o apresenta como um marqueteiro competente, inteligente e criativo. Pensa além de seus representados, os candidatos.
De acordo com uma fonte, Vitorino teria abandonado a pré-campanha de Marconi Perillo porque não tolerava o ódio destilado em larga escala nas imediações do tucano. O suposto gabinete do ódio (operante nas redes sociais, notadamente no Instagram) do tucanato se mostra intolerante e avesso a uma campanha política mais moderada e propositiva. Por isso, o marqueteiro teria caído fora. Frise-se: ele nunca disse isto publicamente.

Migrando para a pré-campanha de Wilder Morais, Vitorino estaria se sentindo em casa. Porque o postulante do PL não seria avesso às orientações.
Voz de mafioso de filme americano
O primeiro passo é, com o apoio de uma fonoaudióloga, reformatar a voz do senador do PL.
Como quase todo mundo, Wilder Morais não é bêbado. Bebe, socialmente, seu uísque e seu vinho. O senador, aos 58 anos, também não é velho. Pelo contrário, ainda é relativamente jovem.
Mas a voz de Wilder Morais é de bêbado e velho. Quando fala, fica parecendo mafioso de cinema, como Vito Corleone — com aquela voz lenta, arrastada, roufenha, tão cansada quanto cansativa.
O desafio de Marcelo Vitorino é encorpar e dar firmeza e celeridade à voz do senador. Isto é possível? É. (E.F.B.)


