Mendanha, se fechar aliança com o PT, deve perder o apoio de Magda Mofatto e de Professor Alcides

Articula-se uma chapa com Mendanha para governador, Jânio Darrot na vice e Wolmir Amado (ou Edward Madureira) para o Senado

Gustavo Mendanha: prefeito de Aparecida de Goiânia| Foto: Divulgação

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), é evangélico e, politicamente, é visto como conservador (contra casamentos entre gays, contra o aborto, anti-socialista). Durante certo tempo, era entusiasta de Jair Bolsonaro. Agora, não quer ouvir falar no nome do presidente e estaria “fugindo” do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL, mas indo para o PL). Em seguida, empolgou-se com Sergio Moro, mas estaria perdendo o interesse pelo postulante do Podemos a presidente. Por isso, tende a não se filiar ao Podemos. Considera, inclusive, que o Podemos pode acabar apoiando a reeleição do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do Democratas — a partir de um acordão nacional entre o União Brasil e o Podemos.

Wolmir Amado: pré-candidato do PT a governador | Foto: Marcos Aurélio/Jornal Opção

Ao se afastar de Bolsonaro e de Sergio Moro, Mendanha teria aberto conversações com o PT de Wolmir Amado, Rubens Otoni, Antônio Gomide, Adriana Accorsi e Kátia Maria — e é cotado para se filiar ao PSB do deputado federal Elias Vaz (PT, PSB e PC do B estudam a possibilidade de uma federação partidária). Um emissário petista teria feito a seguinte oferta: o PT apoia Mendanha para governador desde que o prefeito apoie Lula da Silva para presidente. O prefeito estaria estudando a possibilidade do pacto. Consta que parte de seus auxiliares e líderes evangélicos que o seguem não estariam dispostos a apoiar a aliança com um candidato de esquerda.

Jânio Darrot (possível vice) e Gustavo Mendanha | Foto: Reprodução

A primeira a se afastar de Mendanha seria a deputada federal Magda Mofatto (PL), no momento, a política mais entusiasmada com o jovem postulante. Mofatto apoia a reeleição de Bolsonaro. Filiado ao partido Progressistas, liderado pelo ministro-senador Ciro Gomes — neo-bolsonarista —, o deputado federal Professor Alcides Ribeiro pode ser a outra baixa da campanha do prefeito (e o futuro prefeito Vilmarzinho Mariano acompanhará Alcides). Ocorre que, se Lula da Silva tem votos — que pode ou não transferir para Mendanha —, o PT tem escassa estrutura para bancá-lo em Goiás. Mofatto e Alcides têm aliados, dinheiro, aviões e helicópteros e, no momento, estariam bancando parte das viagens de Mendanha pelo Estado. Os dois parlamentares, se Mendanha cair nos braços da aliança PT-PSB, se sentirão “altamente traídos”.

Magda Mofatto: a deputada federal vai ser traída por Mendanha? | Foto: Divulgação

Se na sua base falta otimismo com a aliança, Mendanha estaria entusiasmado com o PT, sobretudo com Lula da Silva.

Há quem acredite que, se fechar uma aliança com o PT — frise-se: ainda não definida —, Mendanha poderá atrair Jânio Darrot, do Patriota, para a vice. A chapa seria formatada assim: Mendanha para governador, Wolmir Amado (ou Edward Madureira) para senador e Darrot para vice.

No momento, segundo mendanhistas, o prefeito estaria tentando escapar do “cerco” supostamente promovido pelo ex-governador Marconi Perillo. “Ficar ao lado de Marconi, numa chapa majoritária, pode significar, em termos políticos, caixão e vela cinza”, afirma um aliado de Mendanha. “Nós sabemos que Marconi tem afirmado a interlocutores que está praticamente ‘fechado’ com Mendanha e que sairá candidato a senador na sua chapa, mas na verdade não há nada disso. Pode ser a expectativa do líder tucano, mas não é a nossa”, sustenta. “Marconi é um verdadeiro ‘carrapato’, e nós não gostamos de ‘carrapatos’.”

Professor Alcides: o deputado federal vai ser traído por Mendanha? | Foto: Divulgação

Por fim, há aqueles que acreditam que, no fundo, Mendanha não vai deixar a Prefeitura de Aparecida no dia 2 de abril deste ano — daqui a dois meses e 16 dias. Há três comentários na base mendanhista. Primeiro, há os que dizem que, tendo 1 bilhão de reais para investir em 2022, o prefeito não renunciará ao mandato. Segundo, há também os que apostam que ele poderá disputar mandato de deputado federal, com o objetivo de se cacifar para a disputa de 2026. “Se for derrotado este ano, Mendanha ficará fora da política de Goiás de 2023 a 2026, um longo tempo. Se disputar mandato de vereador, em Aparecida, em 2024, só para ter mandato, será um retrocesso político”, afirma um ex-emedebista. Terceiro, há aqueles, como André Rosa, Fábio Passaglia e Tatá Teixeira, que dizem aos aliados que o prefeito vai mesmo disputar o governo e continua circulando pelo interior, se apresentando e buscando novos aliados.

Uma resposta para “Mendanha, se fechar aliança com o PT, deve perder o apoio de Magda Mofatto e de Professor Alcides”

  1. Avatar Osíris Ponce Leones disse:

    Prof. Alcides e Magda…não vão apoiar o Ditador Caiado! Mendanha tem que fechar com o PT…urgente!

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