Marconi foi governador por quatro mandatos (16 anos de poder) e Mabel foi deputado federal várias vezes

O prefeito Gustavo Mendanha (de saída do MDB) faz uma administração moderna e renovadora em Aparecida de Goiânia. O gestor tem um cartel de obras para exibir ao eleitorado.

Gustavo Mendanha e Marconi Perillo: aliados para 2022 | Foto: Reprodução

Na disputa para o governo do Estado de Goiás, se realmente for candidato, Mendanha se apresentará como “novo”, portanto como símbolo da “renovação”. Acrescentando a tese de é um gestor eficiente. Seu marketing certamente se centrará nisto.

Entretanto, quando Marconi Perillo aparecer como coordenador, formal ou informal, de sua campanha, o que pensarão os eleitores de Goiás? Possivelmente concluirão que Mendanha não representa, verdadeiramente, a renovação. Porque o “novo” nem sempre é sinônimo de “renovação”, de “mudança”.

Gustavo Mendanha e Sandro Mabel: parceiros | Foto: Divulgação

Perillo tem 58 anos, foi deputado estadual, deputado federal, senador e governador por quatro vezes (16 anos de poder). Porém, o líder do PSDB não representa o “novo” e não simboliza a renovação. Se for o coordenador da campanha de Mendanha, a fala de que este representa a renovação cai por terra.

Quando Mendanha afirmar que defenderá a probidade administrativa, os demais candidatos poderão apresentar os processos judiciais — seguidos de uma prisão pela Polícia Federal — de Marconi Perillo.

Outro apoiador de Mendanha é o ex-deputado federal Sandro “Mendez” Mabel, de 62 anos. Ele está na política há anos, e também não representa nenhuma renovação. Chegou a ser citado no caso do mensalão (não foi condenado, esclareça-se) e era um dos mais íntimos amigos de Eduardo Cunha, que, cassado por corrupção, perdeu o comando da presidência da Câmara dos Deputados.

Fica a pergunta: o novo pode “nascer” velho? A julgar pelas alianças políticas, o “novo” Mendanha “nasceu” ancião… Mas ele tem como se livrar de Perillo? Tudo indica que não. Até por falta de estrutura.