João Doria estaria articulando forte para montar uma chapa competitiva em São Paulo para tentar derrotar os candidatos de Lula e Bolsonaro

Henrique Meirelles e João Doria, governador de São Paulo |  Foto: Governo do Estado de São Paulo

Como se sabe, no e fora do PSD, o domicílio eleitoral do engenheiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles é em São Paulo — não em Goiás. De acordo com uma fonte, ele não disputará mandato de senador no Cerrado,

Pelo contrário, vai continuar em São Paulo, segundo a fonte. E não como candidato a senador, como se tem especulado, e sim como vice na chapa de Rodrigo Garcia.

Rodrigo Garcia é vice-governador, mas assumirá o governo no dia 2 de abril, com a saída do governador João Doria para disputar a Presidência da República pelo PSDB.

A convocação de Meirelles para vice tem uma explicação lógica: Rodrigo Garcia patina nas pesquisas. João Doria acredita que, se colocar Meirelles na vice, cria-se uma expectativa de poder para seu candidato a governador.

Meirelles é admirado pelos homens do PIB brasileiro e é respeitado como o técnico que, enquanto o país cresce pouco, faz São Paulo crescer quase no ritmo chinês.

Se entrar no páreo como vice, Meirelles pode ajudar Rodrigo Garcia a barrar a ascensão de Tarcísio de Freitas, o pré-candidato bancado pelo presidente Bolsonaro.

Tarcísio de Freitas, com um forte programa de investimentos no Ministério da Infraestrutura, conquistou a turma do PIB e do capital financeiro. Porém, com a entrada de Meirelles no jogo, seu crescimento pode ser estancando.

Doria acredita que, superando Tarcísio de Freitas, o próximo passo será a aproximação de Fernando Haddad, o pré-candidato do PT. O governador avalia, afirma a fonte, que Rodrigo Garcia, com Meirelles na vice, em condições de superar os candidatos de Lula e Bolsonaro.