Os empresários Otavinho Lage e Jalles Fontoura, irmãos, e o ex-deputado estadual Helio de Sousa — os três do PSDB — planejam apoiar a reeleição do prefeito Leonardo Menezes, o Leozão (de saída do União Brasil).

O candidato de oposição será o ex-prefeito e deputado estadual Renato de Castro, do União Brasil.

De acordo com integrantes do União Brasil, Renato de Castro lidera as pesquisas de intenção de voto. Aliados de Leozão contestam. Os dois são primos.

A surpresa da política local tende a ser chapa de Renato de Castro. A tendência é que o advogado Pedro Gonçalves, do MDB, seja o seu vice. Em 2020, Renato de Castro apoiou a candidatura de Leozão Menezes — na época, registrado como Leozão do Renatão — contra Pedro Gonçalves, que ficou em segundo lugar, com expressiva votação (perdeu por menos de 900 votos).

Fião Castro, Daniel Vilela, Renato de Castro e Paulo Vitor | Foto: Divulgação de Renato de Castro

Porém, o quadro político de Goianésia mudou. Leozão Menezes aproximou-se de Otavinho Lage e Jalles Fontoura, que, em 2020, apoiaram Pedro Gonçalves. Tanto que podem bancá-lo pelo PSDB de Marconi Perillo ou pelo PSD de Vilmar Rocha.

Já Renato de Castro reaproximou-se do vice-governador Daniel Vilela, presidente do MDB. Auxiliar de Daniel Vilela na vice-governadoria, Pedro Gonçalves, que é cotado para disputar a prefeitura, pode ser indicado para a vice do deputado estadual.

Renato de Castro e Pedro Gonçalves foram amigos — grandes amigos —, mas, por causa da campanha de 2020, romperam o relacionamento político e a amizade. Porém, com a mediação de Daniel Vilela, estariam prestes a reabrir conversações.

Se Renato de Castro precisa de Daniel Vilela em 2024, este vai precisar daquele em 2026, quando for disputar o governo do Estado. Emedebistas sugerem que Pedro Gonçalves deve ser realista e perceber que o jogo político ultrapassa Goianésia, ou seja, envolve uma disputa muito maior — o governo do Estado, daqui a três anos e três meses. (E.F.B.)