MBL volta às ruas pelo fim do foro privilegiado e da lei do desarmamento

O Movimento Brasil Livre defende uma Reforma da Previdência que acabe com os privilégios e o fim dos super salários. O MBL retorna às ruas do Brasil e de Goiânia

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Ulysses Remy

Especial para o Jornal Opção

No domingo, 26, o Movimento Brasil Livre, um dos principais movimentos populares do país, irá mais uma vez às ruas em manifestação defendendo as seguintes pautas:

Pelo fim do foro privilegiado

A quem interessa o foro privilegiado? Principalmente a políticos envolvidos em esquemas de corrupção, aqueles com seus nomes citados na principal operação de combate a esta prática que há anos surra e enfraquece o país, causando sofrimento principalmente aos mais pobres.  Devemos pressionar para que os deputados e senadores votem pelo fim do foro e que tal votação seja em lista aberta para que o cidadão tenha conhecimento dos atos de seu parlamentar. O político que votar contra o fim do foro privilegiado, certamente está votando pela impunidade, em muitos casos, por sua própria impunidade. Por isso a pressão popular deverá ocorrer no sentido de que além do fim deste dispositivo legal absurdo e protecionista de políticos adeptos da prática do banditismo, a publicidade de seus nomes faz-se necessária para que nas próximas eleições, o povo saiba quem é quem no cenário político e possa fazer as suas escolhas de maneira mais coesa.  Além das ações da justiça, as eleições democráticas no ajudam a afastar esses nomes da vida pública. Vimos isso nas últimas eleições.

Pelo fim da Lei do Desarmamento

A polícia não pode nos proteger individualmente, cidadão a cidadão. Por isso devemos ter garantido nosso direito de legítima defesa. O cidadão com todas suas obrigações em dia, passando por triagens sérias e adquirindo uma arma legal, poderá se defender daqueles que possuem armas ilegais e praticam o ilícito. Já é mais do que claro que em países que liberam o porte de armas a civis, tem índices de violência e assassinatos menores que o do Brasil. Atualmente temos 60 mil assassinatos todos os anos. Se quisermos ter o direito de nos defendermos hoje no Brasil, o cidadão de bem tem que se igualar ao bandido no ato de praticar o ilícito, nesse caso de portar uma arma sem autorização, mesmo que essa seja uma arma legal.

Reforma da Previdência que acabe com privilégios

A luta do MBL, ao contrário do que seus opositores distribuem em narrativas mentirosas, é um movimento apartidário que além de lutar pelas liberdades individuais do cidadão e por um Estado mínimo e eficiente, também propõe soluções para as problemáticas e políticas públicas atuais como o caso da previdência social, que hoje possui um modelo falido e injusto com o contribuinte.

Conheça a Reforma da Previdência do MBL

Hoje, o sistema previdenciário brasileiro está falido. Não existe uma real poupança e, mesmo assim, temos um rombo de R$ 152 bilhões ao ano, gerando insegurança para investidores e barreiras para a estabilização total da inflação e a queda da taxa de juros. A reforma apresentada por Temer é apenas paramétrica: até dá um fôlego nos próximos anos, mas não ataca o problema na raiz.

O MBL apresenta sua reforma da previdência em parceria com a FIPE. É uma emenda aditiva à reforma proposta pelo governo federal. Nela, acabamos com privilégios de todos os setores brasileiros: cada cidadão será tratado igualmente na aposentadoria, isso inclui políticos e a elite do funcionalismo público.

A proposta tem quatro pilares: o primeiro é uma renda-básica do idoso. Todos os brasileiros com 65 anos ou mais receberiam uma renda mínima de aposentadoria. O segundo é como o INSS atual, mas com alíquotas bem menores e um teto reduzido. Esses dois pilares garantiram um retorno de 100% da renda para 80% dos brasileiros. O terceiro é a fusão do FGTS atual com o seguro-desemprego: assim que o trabalhador acumulasse o suficiente para um ano de seguro-desemprego, o excedente iria para uma poupança extra e seria destinado para complementar a aposentadoria. A vantagem principal é que o próprio contribuinte poderá escolher o administrador dessa poupança, que terá rendimentos maiores que o atual FGTS. O quarto pilar é opcional: incentivo à previdência privada. Cada contribuinte poderá escolher um novo plano privado, ou investir ainda mais no novo FGTS.

Com essas mudanças, acabamos com distorções caras ao povo brasileiro, garantimos aposentadoria digna para todos, geramos um ambiente melhor para a economia, o que gerará mais empregos, diminuirá as taxas de juros, estabilizará a inflação e garantirá mais investimentos.

Já estamos em Brasília coletando assinaturas para nosso projeto! Envie um e-mail para seu deputado e peça o apoio dele nessa reforma.

Pelo fim dos super salários

Os super salários hoje são os principais devoradores do orçamento da união. Dinheiro que poderia melhorar a vida dos mais pobres, porém bancam a farta e luxuosa vida de agentes públicos.  O valor do custo dos deputados hoje no país é em média de R$1 bi/ano, entre super-salários e benefícios. Imaginem a quantidade de servidores comissionados, para cargos inexpressivos existentes somente para abrigar militantes de partidos, consumindo nosso dinheiro.  Imaginem o custo disso aos cofres públicos, ou melhor, aos nossos bolsos? Essa prática precisa ter fim e precisamos de melhores gestores.

Não à lista fechada de candidatos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Eunício de Oliveira do (PMDB-CE), respectivamente o Botafogo e o Índio, codinomes na lista  de  recebedores do famoso caixa 2, a propina disfarçada em forma de doação de campanha, prática essa ilegal, trabalham arduamente pela aprovação de eleições do congresso em lista fechada. O cidadão votaria no Partido que definiria quem ocuparia as cadeiras do parlamento. Mais um ataque ao combate a corrupção, onde o eleitor não votaria democraticamente no candidato e não conseguiria mais acompanhar sua atuação política no congresso.

Dia 26/03, vamos mais uma vez às ruas mostrar que a pressão popular tem sido nossa única arma de combate a corrupção, aos desmandos de uma classe política que legisla em benefício próprio e principalmente por um país mais livre, justo e transparentes com seus cidadãos.

Ulysses Remy é empreendedor e membro do MBL-Goiás.

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