“MBL não é financiado pelo PSDB e pelo DEM”, afirma Ulysses Remy

Integrante do MBL afirma que deputados querem “controlar” o Ministério Público e o Judiciário, para evitar a investigação e a condenação dos corruptos

Ulysses Remy: militante do Movimento Brasil Livre | Foto: Facebook

Ulysses Remy: militante do Movimento Brasil Livre | Foto: Facebook

O Movimento Brasil Livre (MBL) é uma força política na sociedade, não importando se reúne, numa passeata ou encontro, 5 mil ou 100 mil pessoas. É uma das vozes ouvidas ou, ao menos, discutidas pelos brasileiros. Seus militantes têm forte presença nas redes sociais (que, sim, são a sociedade). Ulysses Remy, microempresário e estudante de agronomia, é um de seus líderes em Goiás. Na sexta-feira, 2, entrevistado pelo Jornal Opção, foi peremptório: “O MBL não é financiado ou mantido pelo PSDB ou pelo DEM. Nós recebemos apoios de vários setores da sociedade. O senador Álvaro Dias, do Partido Verde, nos apoia, o que não quer dizer que trabalhamos para ele. Nós mantemos também ligação com a advogada Janaína Paschoal, professora de Direito da Universidade de São Paulo”. Trata-se, como diz seu nome, de um movimento livre, avesso a controles partidários. Seus militantes votam nos políticos que querem — desde que liberais.

“O MBL faz a defesa do Estado Democrático de Direito, das instituições e das ideias liberais. Há milhares de seguidores, mas não há controle de suas ideias. O que nos une é a defesa do liberalismo e a crítica acurada e firme às ideias de esquerda”, afirma Ulysses Remy. “Não tenho procuração para falar pelo Vem Pra Rua, o VPR. O que posso dizer é que às vezes pega carona nos movimentos organizados pelo MBL. Nós temos mais seguidores.”

Ulysses Remy e Kim Kataguiri: defesa de ideias liberais | Foto: Facebook

Ulysses Remy e Kim Kataguiri: defesa de ideias liberais | Foto: Facebook

Agenda política

Qual é a agenda política do MBL? Ulysses Remy frisa que o movimento defende a ampliação da fiscalização dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “A sociedade precisa impor limites aos excessos dos poderes. Nós postulamos que são as ideias liberais que impulsionam a sociedade democrática. Propugnamos pela defesa das reformas Política e Tributária. Somos a favor da PEC 55 porque não há outra saída. É preciso ajustar as contas do governo e diminuir a dívida pública. Há setores corporativos, em geral de esquerda, que são contra a PEC 55. Por quê? Porque não defendem os interesses da sociedade, e sim interesses das corporações. Elas ganham, o Brasil perde — é uma síntese precisa. Sem a PEC 55 são os pobres que perdem.” O jovem militante sublinha que o MBL defendeu o impeachment, convocando os brasileiros às ruas, porque o governo de Dilma Rousseff “não tinha mais credibilidade”. O Brasil, se Dilma Rousseff tivesse permanecido na Presidência da República, “teria afundado ainda mais”.

No domingo, 4, com a movimentação das 15 horas, na porta da Polícia Federal, Ulysses Remy afirma que o MBL estará criticando as manobras dos parlamentares contra as dez medidas propostas para conter a corrupção. Somos contra as manobras dos deputados que querem criar uma espécie de controle das ações do Ministério Público e do Judiciário. Vamos pedir o ‘Fora Renan!’. E, claro, vamos criticar, mais uma vez, a corrupção, que, em larga escala, contribui para a paralisação da economia”.

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