Marqueteiros sugerem menos Iris e menos Aparecida na campanha de Maguito Vilela

Dois especialistas sugerem que um político da estatura do emedebista não precisa de padrinhos como Gustavo Mendanha e Iris Rezende

Iris Rezende e Maguito Vilela | Foto: Jornal Opção

O Jornal Opção pediu para dois marqueteiros examinarem o programa eleitoral de Maguito Vilela, candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB.

Os dois, que preferem se manter no anonimato — porque são consultores de campanhas —, falaram com o repórter separadamente e não se comunicaram. Mas disseram basicamente a mesma a respeito da campanha de Maguito Vilela.

Os dois concordam que a campanha, a que está sendo apresentada na televisão, é, tecnicamente, bem-feita e o discurso é apresentado de maneira precisa. Mas há alguns “quês”, como dizem.

Primeiro, a campanha está “aparecidando” demais, quer dizer, fica-se com a impressão de que Maguito Vilela às vezes é mais candidato de Aparecida de Goiânia do que de Goiânia. A presença do prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, reforça o “aparecidamento” da campanha.

Recomendação dos marqueteiros: Maguito Vilela precisa reforçar sua identidade com Goiânia — uma metrópole.

Maguito Vilela e Gustavo Mendanha | Foto: Reprodução

Segundo, um político que já foi governador de Goiás, senador e vice-presidente do Banco do Brasil não pode se fiar em padrinhos, como Iris Rezende e Gustavo Mendanha. Tem de ser seu próprio padrinho.

Terceiro, apresentar-se, de maneira insinuada, como candidato “do” prefeito Iris Rezende, que já declarou que não vai participar da campanha, talvez não esteja sendo positivo para Maguito Vilela.

Dica dos marqueteiros: não se trata de retirar o nome de Iris Rezende da campanha, até porque o senador Vanderlan Cardoso poderia se apossar dele, mas de diminuir as citações. Os eleitores querem um pós-Iris Rezende, um avanço. Pode conquistar os indecisos, aqueles que estão na classe média, quem apresentar um projeto crível de modernização da capital. Iris Rezende, como centro da campanha, é mais do mesmo — na opinião dos marqueteiros.

Os marqueteiros também frisam que os eleitores não gostam de candidatos excessivamente agressivos, mas também não apreciam excesso de bom-mocismo. Um pouco de MMA, mas sem chutes e murros, não desagrada os eleitores, na avaliação dos especialistas.

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