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O presidente do PPS em Goiás, deputado federal Marcos Abrão, afirma que, se for convidado, o partido vai participar do governo de Michel Temer. “Nosso principal líder, Roberto Freire, frisa que se trata de um momento histórico, de salvação do país e que os políticos precisam ter responsabilidade. Há uma crise nacional, a economia está ‘derretendo’. Mas nós, do PPS, não temos a tradicional ‘ganância’ por cargos.” O parlamentar sugere que os novos grupos de poder precisam ter cuidado para não repetir os mesmos equívocos do governo anterior.

Marcos Abrão sublinha que a presidente Dilma Rousseff “já caiu”. “A petista já está arrumando suas coisas e usando seu direito de espernear. O Brasil disse ‘não’ ao governo do PT com todos os números e letras. Não há mais nenhuma sintonia entre o petismo e o país.”

A respeito da provável indicação de Henrique Meirelles para ministro da Fazenda, Marcos Abrão admite que se trata de um “grande quadro” do país. “Ele tem credibilidade nacional e internacional. É respeitado.”

Michel Temer, na opinião de Marcos Abrão, tem duas opções: joga para a história, comportando-se como estadista — pensando mais no país — ou joga para os amigos.

Sobre o provável substituto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, Marcos Abrão afirma que não há nada definido. Até porque ele ainda se mantém no poder. “Os nomes mais mencionados são Jovair Arantes (PTB) e, mesmo, Waldir Maranhão.” Fala-se também em Rogério Rosso, do PSD.

Dada a intensa atividade pela aprovação do impeachment, Marcos Abrão deixou brevemente a política regional. “Mas já estamos articulando com firmeza. Nós acreditamos que, assim que a campanha deslanchar, Vanderlan Cardoso (PSB) vai ter uma ascensão que vai surpreender os descrentes. Trata-se de um candidato consistente, que, eleito, saberá como administrar, não precisará ser ensinado e não usará a Prefeitura de Goiânia como ‘cobaia’.”

Em Anápolis, o PPS tanto pode lançar candidato próprio quanto compor com outros postulantes. “O ex-deputado Pedro Canedo, do DEM, já me procurou. O deputado Carlos Antônio, do PSDB, disse que quer conversar comigo.”