O ex-governador também pode disputar mandato de deputado federal e tende a não apoiar Célio Silveira

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo vai apoiar apenas um candidato a deputado federal no Entorno de Brasília — a deputada estadual Lêda Borges, do PSDB. Há também a possibilidade de o partido bancá-la para prefeita de Valparaíso — uma vez que ela rompeu relações políticas com o prefeito Pábio Mossoró.

Aliados de Marconi Perillo, eminência parda do tucanato, dizem que há três motivos para o apoio.

José Eliton, Marconi Perillo e Lêda Borges: aliança em 2020 e 2022 | Foto: Eduardo Ferreiro

Primeiro, Lêda Borges estaria se comportando de maneira “leal” com o partido e com seus líderes e ex-líderes. “Ela não desmarconizou”, frisa um marconista.

Segundo, o tucanato opera com a possibilidade de que o deputado federal Célio Silveira vai migrar do PSDB para o MDB de Daniel Vilela ou para outro partido. Argumenta-se que pretende ser candidato a senador ou a vice-governador em 2022. Lêda Borges e Célio Silveira já estão rompidos e nem se falam mais.

Terceiro, há, entre os tucanos, a informação de que Marconi Perillo deve ser candidato a deputado federal em 2022 (há uma orientação, no tucanato, para dizer que Marconi Perillo, no momento, só está preocupado em resolver seus problemas judiciais — o que é desmentido pelos fatos: ele liga o tempo inteiro para prefeitos, pré-candidatos a prefeitos, deputados e vereadores). Por isso, na visão deles, gostaria de reservar o Entorno do Distrito Federal — onde sempre foi bem votado, exceto em 2018 — para si e tão-somente para um candidato, no caso Lêda Borges. Tucanos de bicos erados apostam que Marconi Perillo, apesar do desgaste atual, pode ser um dos mais bem votados para deputado federal — contribuindo para eleger, além dele, mais um aliado.