O governador Marconi Perillo (PSDB) confidenciou a políticos que, com um secretariado pequeno e com forte articulação política, não deverá proceder a nenhuma reforma estrutural de sua equipe. O tucano-chefe admite, privadamente, que não está muito satisfeito com os resultados das ações de alguns secretários — que conversam muito, reclamam demais, mas produzem pouco.

Os setores mais críticos são Saúde e Educação. Leonardo Vilela, secretário da Saúde, da cota pessoal do governador, é cotado para assumir a vaga de Sebastião Tejota ou de Edson Ferrari no Tribunal de Contas do Estado.

Raquel Teixeira, finalmente convencida de que as escolas públicas sob o comando de organizações sociais podem ser melhores — as chamadas escolas militares (que, a rigor, não são militares) funcionam bem, com alto aproveitamento dos estudantes e professores —, se tornou uma secretária mais “eficiente”. Mas o governo perdeu muito tempo com sua resistência.

O que o tucano-chefe deve fazer são reformas pontuais no segundo escalão, com ligeiras acomodações técnicas e políticas. Até porque alguns políticos devem deixar o governo para disputar eleições nos municípios. Há uma movimentação também para que alguns de seus auxiliares ocupem cargos federais.