Marconi Perillo, José Eliton e Jardel Sebba: um deles vai comandar o PSDB em Goiás

Jardel Sebba diz que só Marconi Perillo e José Eliton têm condições de reorganizar o partido e evitar uma “debandada”

Marconi Perillo pode assumir o comando do PSDB em Goiás | Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot lutou para reorganizar o PSDB em todo o Estado, uma missão impossível, dado o desgaste do partido e de suas lideranças. Ele agiu de maneira eficiente como presidente do PSDB. Não fez mais não por falta de competência e ânimo, e sim porque os eleitores transformaram o tucanato no petismo de Goiás. Eles amam odiar o tucanismo.

Mas, como o espaço nunca fica vazio em política, e as eleições de 2022 estão chegando — serão realizadas daqui a um ano e oito meses (as desincompabilizações se darão daqui a um ano e um mês) —, os líderes trabalham para indicar um novo presidente para o PSDB.

O fato é que, mesmo formalmente fora do comando, quem manda no PSDB é o ex-governador Marconi Perillo. Na disputa de 2020, os chefes oficiais diziam uma coisa, e o tucano de bico erado formatava outro quadro político, sempre no seu próprio interesse.

José Eliton pode ditar os rumos do PSDB no Estado | Foto: Reprodução

Então, se Marconi Perillo for indicado para comandar o PSDB, não se estará operando nenhuma grande mudança. Na verdade, ele estará assumindo o comando do partido no qual, de fato, já manda.

Há quem não queira Marconi Perillo no comando? Há, mas ninguém diz nada, pelo menos não publicamente, em “on”. Na sexta-feira, 15, um tucano disse ao Jornal Opção: “Marconi levou o PSDB ao Céu, mas também ao Inferno. O desgaste do partido deriva do imenso desgaste político do ex-governador”. A prova da força do tucano é que, quando o repórter perguntou se podia citar o seu nome, o ex-deputado disse: “Não, de maneira alguma. A nossa conversa é em off. Não quero ficar desgastado com Marconi, que é um político implacável”.

Paulinho Rezende e Jardel Sebba devem fazer parte do comando do PSDB |Foto: Reprodução

Mas a maioria dos entrevistados pelo jornal disse que Marconi precisa mesmo assumir, “oficialmente”, o comando do PSDB em Goiás. Porque, afirmam, é quem mais conhece todas as estruturas e líderes do partido no interior. “Quase todo tucano de alguma relevância deve algum ‘favor’ para o ex-governador. Marconi tem o mapa do PSDB de Goiás na cabeça, conhece todo mundo. Apesar do desgaste, é respeitado”, afirma um prefeito.

O deputado estadual Talles Barreto diz que Marconi Perillo deve ser o presidente. O repórter perguntou: “Quem vai presidir o PSDB: Marconi Perillo, José Eliton ou Jardel Sebba?” Sua resposta: “Acho que deve ser o Marconi”.

Talles Barreto: “Marconi deve ser o presidente” / Foto: Divulgação

Jardel Sebba disse ao Jornal Opção que o PSDB deve ser dirigido por Marconi Perillo ou pelo ex-governador e advogado José Eliton. O sr. pode ser candidato a presidente? “Jamais vou entrar numa disputa em um partido que está tão necessitado de união e força”. Ressalvou que só assumiria o comando do partido se fosse “por aclamação, sem defecções”. Acrescentou: “Quero ser um ‘peão’ de um dos dois [Perillo ou Eliton] para trabalhar muito e reerguer nosso partido, que tem o maior legado da história de Goiás”.

Inquirido se Marconi Perillo quer assumir a presidência do PSDB, Jardel Sebba disse: “Está resistente. Mas, se não for ele, ou Zé Eliton, poderá ocorrer uma debandada”. O ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeito de Catalão, um dos principais amigos de Marconi Perillo, postula que o ex-governador conseguirá “agregar” as forças do partido.

O objetivo do PSDB é eleger ao menos dois deputados federais em 2022 — Marconi Perillo e mais um — e uma bancada de cinco deputados estaduais. Difícil? Jardel Sebba acha que não. Ele aposta que, sob o comando de Marconi Perillo ou José Eliton, dois ex-governadores, o partido vai “ressurgir”. “Em política, a história ensina, não há desgaste que dure para sempre”, afirma.

Uma das fontes mencionou o nome de Paulinho Rezende, ex-prefeito de Hidrolândia. “É jovem, tem boa estampa, conhece os prefeitos e demais lideranças municipais. Mas será que se prestaria ao papel de ‘fantoche’, de ‘boneco de ventríloquo’?”

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