Tucanos dizem que ex-governador aposta que Mendanha será candidato a governador. Mas há tucanos que acreditam que o prefeito está fugindo da raia

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) teria, segundo aliados, formulado para si dois projetos políticos. Primeiro, em 2022, disputaria mandato de deputado federal, com o objetivo de “puxar” pelo menos mais um parlamentar. Segundo, em 2026, depois de oito anos de ter passado pelo Poder Executivo, voltaria a disputar o governo do Estado. Segundo tucanos, ele acredita que sua rejeição a tende a cair com a passagem do tempo.

“Se Gustavo Mendanha for candidato a governador, Marconi vai apoiá-lo. Entretanto, se o prefeito de Aparecida de Goiânia fugir da raia, como parece que vai acontecer, pode anotar: Marconi vai ‘peitar’ e irá disputar o governo de Goiás. Ele não vai deixar que apenas Jânio Darrot, do Patriota, enfrente o governador Ronaldo Caiado. Porque Jânio, embora seja um bom sujeito, não tem pegada para uma disputa polêmica e dura”, afirma um tucano ligado a Perillo.

Gustavo Mendanha e Marconi Perillo: namoro político e desconfiança dos tucanos| Foto: Reprodução

Os tucanos estão divididos em relação a Mendanha. Um grupo diz que ele é “medroso” e “teme ficar sem a Prefeitura de Aparecida”. Já Marconi Perillo, segundo um prefeito tucano, acredita no seu poder de convencimento e, por isso, aposta que o prefeito será candidato a governador, rompendo, em definitivo, com o presidente do MDB, Daniel Vilela. “Gustavo sabe que, se apoiar Daniel Vilela em 2022, terá de apoiá-lo em 2026, pela segunda vez, e acabará perdendo espaço no MDB e na política de Goiás”, afirma um prefeito tucano.

Os tucanos também ficaram impressionados com a falta de apoio de emedebistas a Mendanha. Até agora, de político de expressão, o único que pode deixar o MDB, para acompanhar o prefeito, é o deputado estadual Paulo Cezar Martins. Nenhum dos 27 prefeitos do MDB apoiará uma candidatura de Mendanha. “É grave um político da expressão de Gustavo não ter o apoio de nenhum prefeito de seu partido. É um sinal de alerta para nós, do PSD”, afirma um ex-deputado.