Marconi está sobrando, admitem oposicionistas. Ele está sintonizado com a sociedade e seu tempo

Marconi Perillo: o pulo do gato talvez seja a precisa sintonia com a sociedade e com o seu tempo | Foto: Fábio Lima

Marconi Perillo: o pulo do gato talvez seja a precisa sintonia com a sociedade e com o seu tempo | Foto: Fábio Lima

O Jornal Opção ouviu cinco integrantes da oposição e dois marqueteiros e fez a todos a pergunta: por que, depois de quase 12 anos de poder — ou 16, se for considerado o período de Alcides Rodrigues —, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), continua forte política e eleitoralmente? Todos admitiram — os oposicionistas aceitaram falar apenas em off — que Marconi “está sobrando”, quer dizer, está bem acima, em termos de popularidade e influência, dos demais pré-candidatos. A seguir, publicamos um resumo das opiniões dos sete entrevistados.

Está cristalizada a tese de que Marconi criou uma forte identidade com Goiás. Na visão dos entrevistados, o tucano se tornou um símbolo do Estado. Se o Estado está se modernizando, Marconi moderniza-se junto, acompanhando todo o processo e compreendendo-o. Há uma poderosa sincronia-sintonia entre as ações do tucano-chefe e a sociedade civil. Os setores produtivos percebem que o governador está ao lado do que chamam de “progresso”, “desenvolvimento” e “crescimento”. Prevalece a tese de que, ao contrário de outros políticos, Marconi não ficou “para trás”, permanecendo contemporâneo dos demais goianos. As pessoas ouvidas frisam que é impressionante que, da área econômica à área cultural, o jovem político mantém os contatos certos, apropriados.

Do ponto de vista estritamente político, há a interpretação de que o tucano articula com rara habilidade, mantendo os aliados antigos e buscando agregar novos aliados. Note-se a questão do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), que quer ser candidato a senador pela base aliada. Marconi não o veta, mas quer que seja assimilado por sua base, para não contrariar os aliados que estão próximos e nunca romperam com ele, como o deputado federal Vilmar Rocha (PSD) e o vice-governador José Eliton (PP).

Fala-se muito que Marconi é puro marketing. Os entrevistados dizem ninguém que sobrevive tanto tempo na política, numa sociedade democrática, ancorado tão-somente em marketing. O tucano é um fenômeno real, modernizador, que o marketing não fabricou, apenas ajuda a impulsionar. Parte dos entrevistados sugere que o governador articula bem seu marketing mas estribado em fatos reais, não em ficções. Por exemplo: ao restaurar as estradas e as escolas dos municípios goianos, em várias localidades, ele exibe aquilo que foi feito. O cidadão não tem como ser enganado.

Mas qual é o chamado “pulo do gato” de Marconi, que o faz estar sempre um passo adiante de seus oposicionistas? Os entrevistados discordam de que haja um “pulo do gato”, um segredo. Sugerem que talvez, se for possível usar a expressão, se possa falar em “pulos do gato”. O fundamental, analisam, é que Marconi, ao contrário de parte dos políticos goianos, não é nostálgico e não vive no passado. Ele é um político do presente, atual, que sabe o que o velho, o homem de meia idade e o jovem estão pensando e fazendo.

Outro “pulo do gato” é que, enquanto a oposição trabalha com um agenda negativa, o tucano sempre avança com um agenda positiva, criando novas esperanças e expectativas. Mar­coni não fica velho — está sempre se renovando.

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João Furtado

KKKk. Modernizador? Progresso? Desenvolvimento? Do que estão falando. Onde moro, Formosa, não há sequer uma delegacia. A polícia está instalada numa estrutura provisória, dois pequenos CIOPS (é o que chamam de delegacia…). Não há um hospital regional custeado pelo Estado… Os pacientes saem 2h da manhã pra receberem tratamento em Anápolis ou Goiânia. Tem uma UEG sucateada… Escolas com notas baixíssimas nos sistemas de avaliação. A violência não para de crescer… Se isso é moderno, significa progresso ou desenvolvimento, quero voltar pra idade da pedra.

Fernando

Temos que admitir que, sem trocadilho, sobram oposicionistas. Porém falta propostas que justifique alternância de comando.

Cristina

Peraí, vocês estão falando do mesmo Marconi Perillo que ano passado foi eleito o segundo pior governador do Brasil? É o mesmo homem?