Marconi aconselha novos prefeitos em encontro nacional

Durante discurso, governador de Goiás pregou ajuste fiscal e corte de gastos como saídas para superar a “pior crise do País”

Foto: Divulgação

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O governador Marconi Perillo (PSDB) foi um dos convidados de honra do Encontro Nacional de Prefeitos eleitos pelo PSDB realizado nesta sexta-feira (25) no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Com votação recorde nas últimas eleições, o PSDB recebeu a responsabilidade de comandar 803 prefeituras a partir de janeiro de 2017, em cidades que somam uma população de 48,7 milhões de pessoas – praticamente um em cada quatro brasileiros.

Os debates tiveram como focos principais a responsabilidade fiscal; a gestão de políticas sociais como saúde e educação, e sustentabilidade e governança. O objetivo foi o de apresentar e discutir ideias que permitam aos prefeitos, mesmo diante de um cenário de crise econômica, adotar ações criativas e necessárias ao desenvolvimento dos municípios, respeitando a premissa do equilíbrio das contas públicas e de uma atuação estatal mais eficiente.

Em rápido discurso na ocasião, o governador Marconi Perillo saudou a oportunidade de estar entre esses homens e mulheres que, na sua visão, ajudaram a construir um Brasil diferente, ancorado na responsabilidade, na ética, no compromisso em fazer mudanças profundas que efetivamente signifiquem o melhor para a sociedade.

Dirigindo-se ao presidente de honra do partido, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Marconi recordou que, como parlamentar, foi testemunha da coragem do governo da época em propor os marcos regulatórios, o Proer, a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Eu vi o presidente Fernando Henrique transformar o Brasil em um País moderno”, elogiou.

Referindo-se aos escândalos que culminaram com a prisão de várias lideranças petistas, o governador disse que pode imaginar (se não houvesse a coragem de Fernando Henrique em privatizar a Vale do Rio Doce, a Embraer, a CSN e as teles) o que tudo isso teria virado nos governos do PT. “Nós teríamos uns dez petrolões”, disse.

Ao reafirmar o apoio do partido ao governo Temer, disse que o PSDB está propondo e defendendo um pacto pela austeridade, pelo crescimento e pela boa gestão fiscal. Aos novos prefeitos, aconselhou que sejam austeros do primeiro ao último dia de suas administrações. “Ninguém perdoa um prefeito ruim, que incha a prefeitura com parentes ou colaboradores de campanha”, asseverou.

Marconi lembrou que já recebeu todos os prefeitos eleitos do PSDB de Goiás e que até fevereiro receberá todos os demais. “Estamos conversando sobre prioridades e parcerias. A eles tenho pedido que estejam atentos aos gastos, principalmente com pessoal.”

Para que comecem suas gestões com sucesso, Marconi instruiu os prefeitos a diminuírem secretarias, economizar dinheiro e a realizarem gestões planejadas. “Só assim é possível colher os frutos lá na frente. Aqueles que enchem as prefeituras de parentes e cabos eleitorais, lá na frente vão perder essas pessoas. Elas, quando percebem o fracasso da administração, abandonam o barco para se abrigar ao lado daquele que vai ganhar a próxima eleição”, alertou.

O governador reafirmou que o País vive atualmente sua pior crise. “Nós os governadores e prefeitos estamos sentindo isso na pele. Essa crise não passou. Os novos prefeitos vão começar suas gestões em meio a esta crise. É preciso que escolham os melhores nomes para que vocês façam boas gestões.”

Por fim, Marconi enalteceu o PSDB e seus quadros. “Com todo o respeito aos demais, o PSDB é o melhor partido do Brasil. Tenho orgulho de pertencer ao PSDB. Ajudo a consolidar este partido há mais de duas décadas. Eu tenho certeza que os prefeitos eleitos nesta eleição colocarão muitos tijolos na edificação desse grande partido”, declarou.

O Encontro Nacional de Prefeitos do PSDB contou ainda com a participação de prefeitos, deputados, senadores e várias lideranças nacionais. Além de Marconi, estiveram presentes os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo), Pedro Taques, (Mato Grosso), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), e Simão Jatene (Pará).

Também compuseram a mesa dos trabalhos, além dos presidentes de honra, Fernando Henrique Cardoso, e nacional, Aécio Neves, os ministros Bruno Araújo, das Cidades, Alexandre de Morais, da Justiça e José Serra, das Relações Exteriores.

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