Márcio Luís diz que polarização entre dois grupos não contribui pro desenvolvimento de Porangatu

Líder de um movimento de empresários, o mestre em Direito pela UnB afirma que pretende apresentar um projeto para modernizar a economia e a gestão do município

Márcio Luís da Silva (à esquerda) com Ubiratan Lopes, da Facieg

O advogado e empresário Márcio Luís da Silva, de 39 anos, disse ao Jornal Opção que deve disputar a Prefeitura de Porangatu, em 2020.

“Eu e pessoas de vários segmentos, interessadas no desenvolvimento de Porangatu, estamos dialogando. Tenho vontade, não vou negar. Mas não sei se a candidatura vai se concretizar. Não tenho vivência em política, portanto estou conversando, compondo. Quero fazer uma política diferente — ao estilo do presidente Jair Bolsonaro, no estilo da campanha, quer dizer, uma nova política”, sublinha Márcio Luís.

“Ao final de 2020, o PSDB terá governado Porangatu durante 20 anos [dois mandatos de Júlio da Retífica, dois de José Osvaldo e agora o de Pedro Fernandes), com um intervalo de quatro anos, nos quais governou o empresário Eronildo Valadares, do MDB. Os dois grupos, portanto, controlam a política da cidade há quase 24 anos. Está cedo para dizer como será a minha campanha ou a campanha de um aliado. Nós devemos ampliar a aliança, com a inclusão de grupos tradicionais, mas o importante é manter a essência do que estamos discutindo — um movimento sem rancores, moderno”, frisa Márcio Luís. Não há possibilidade de aliança com o PSDB, “que irá lançar candidato, o prefeito Pedro Fernandes”. O líder empresarial assinala que a polarização política entre dois grupos, longe de fortalecer, tem prejudicado a cidade.

Inquirido sobre a gestão de Pedro Fernandes, Márcio Luís é cauteloso, mas afirma que “tem altos e baixos”. “Mas nossa campanha não abaixará o nível do debate, não vamos ficar apontando só defeitos. Vamos apostar em ideias inovadoras para modernizar Porangatu. Somos adeptos de uma linha construtiva. Por isso, no lugar de conversar com partidos, estamos dialogando com segmentos e pessoas isoladas.”

Márcio Luís diz que vai se filiar apenas no segundo semestre deste ano. “Não sei se vou disputar a eleição na base do governador Ronaldo Caiado. Nós queremos inverter a lógica da política tradicional: primeiro vamos discutir a cidade, debater vários temas de interesse público, o que aglutinará pessoas. Só depois é que vamos lançar um candidato — que pode ser eu ou outro. Nós estamos preocupados muito mais com gestão do que com a supervalorização de um nome.”

O Movimento Porangatu Pode Mais é suprapartidário e discute temas como educação. “Uma coisa é o movimento, que é aberto, com todos podendo participar. Outra coisa é a minha possível candidatura. Não queremos vincular o movimento a uma candidatura, ou melhor, pré-candidatura”, ressalva Márcio Luís.

Ao final da entrevista, o Jornal Opção perguntou: “Por que o sr. quer ser candidato?” A resposta de Márcio Luís: “Sou nascido e criado em Porangatu. Sou um dos vários jovens que mudaram e foram estudar fora; no meu caso, em Uberaba. Acredito que tenho o direito de apresentar um projeto que contribua para o desenvolvimento de minha cidade”.

Depois de cursar Direito em Minas Gerais, Márcio Luís fez mestrado em Direito na Universidade de Brasília (UnB).

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