Apontado como o Usain Bolt do município, o militar é considerado um peso pesado. Flávio Canedo é o postulante da estrutura

Major Belelli: postulante do PSL em Caldas Novas| Foto: Reprodução/TJGO

Em Caldas Novas, a luta não é só para ganhar a eleição para prefeito. A primeira “disputa” é para se aproximar do coronel Carlos Eduardo Belelli (PSL) e, depois, superá-lo. Por isso, os grupos querem montar chapas consistentes.

O empresário Kleber Marra (Republicanos) caminha com o vereador Silio Junqueira e com o presidente da OAB local, Andrei Barbosa. Silio Junqueira também é pré-candidato. Há quem aposte que o médico Joaquim Guilherminho, recém-filiado ao DEM, pode se aproximar deste grupo. Tanto pode ser o candidato a prefeito quanto o vice de Kleber Marra (bancado pelo deputado estadual Amauri Ribeiro, do Patriota).

Flávio Canedo, Coronel Heber e Magda Mofatto | Foto: Divulgação

O pré-candidato do PL, Flávio Canedo, está ampliando sua base de apoio. Portanto, o número de vices cresceu: André Macalão (pastor da Assembleia de Deus), Coronel  Heber (MDB), da Polícia Militar, e os médicos João Osório (MDB) e Fernando Resende (atual vice-prefeito).

Se saírem quatro candidatos — Belelli, Canedo, Marra e Guilherminho —, longe de prejudicar, pode beneficiar Belelli. Porque há uma tendência de consolidar seu eleitorado — aquele que defende uma segurança rigorosa — e o restante do eleitorado terá de ser dividido por três. Como não há segundo turno, se Canedo — ou outro postulante — não deslanchar, a possibilidade de Belelli ser eleito tem de ser considerada.

Kleber Marra, Silio Junqueira e Andrei Barbosa: o trio quer criar uma terceira via na política de Caldas Novas| Foto: Divulgação

Canedo joga pesado na formatação de uma ampla estrutura — que, de tão grande, seria, em tese, capaz de promover um verdadeiro arrastão de eleitores no município. Não há dúvida de que o postulante do PL está se firmando e, ao fazer a lição de casa — ampliando sua frente política —, pode surpreender.

Por enquanto, Belelli é o Usain Bolt da política de Caldas. Seus adversários, se a eleição for mesmo realizada em 4 de outubro deste ano (e não em dezembro), têm cinco meses e 18 dias para convencer o eleitorado de que o postulante do PSL não é o melhor candidato. Os adversários têm de “segurar” Belelli e “forçá-lo” a descer.

Uma coisa é certa: a campanha de Caldas Novas tende a ser uma das virulentas de Goiás. O Ministério Público e a Justiça Eleitoral terão de ficar em cima do processo.