Na disputa para deputado estadual em 2022, Lucas Calil, do MDB, foi reeleito com uma votação extraordinária em Inhumas, cidades que fica nas proximidades de Goiânia. Ele recebeu 12.675 votos (43,91%).

Candidata a deputada federal, a vice-prefeita Fabianne Leão da Silveira Borges, do pP, obteve 11.700 votos (40,10%). Trata-se de uma votação expressiva, mas consideravelmente menor do que a de Lucas Calil (e, como se sabe, mais políticos disputam mandato de deputado estadual do que de deputado federal).

Fabianne Leão, vice-prefeita

Fabianne Leão: médica e vice-prefeita de Inhumas | Foto: Divulgação

O prefeito João Antônio Ferreira, do PSD, foi reeleito em 2020 e, portanto, não pode ser candidato em 2024, daqui a dez meses. Ele ainda não bateu o martelo, porém a tendência é que apoie Fabianne Leão para prefeita.

Não há dúvida de que Fabianne Leão é uma candidata forte, mas não é, claro, invencível. No momento, o deputado Lucas Calil é o favorito para a disputa. No entanto, há a possibilidade de ele bancar o vice da postulante do pP.

Entretanto, o ex-deputado federal Roberto Balestra (um dos empresários mais ricos do município) e Abelardo Vaz (conhecido em Brasília como “Mister Codevasf”) estariam barrando a indicação de Lucas Calil, o que o levará, possivelmente, a disputar a prefeitura.

O vazio político em 2030

Se for candidato a prefeito, Lucas Calil tende a ser eleito. Porque é extremamente popular na cidade, de acordo as pesquisas de intenção de voto (e o resultado das urnas em 2022). Aliados dizem que o jovem, pensando no futuro, só ganhará se disputar a prefeitura. Porque, se fizer uma boa administração, poderá se consagrar para voos mais altos no futuro.

Em 2030, daqui a seis anos — se Daniel Vilela for eleito governador em 2026 —, se abrirá um vácuo imenso na disputa pelo governo de Goiás.

Se eleito — na verdade, reeleito, porque assumirá o governo em abril de 2026 e ficará no poder até 31 de dezembro de 2026 —, Daniel Vilela não poderá ser candidato a governador em 2030. Então, se dará um vazio político imenso.

Políticos jovens, como Diego Sorgatto, Bruno Peixoto, Paulo Vitor, Pedro Sales, Márcio Corrêa, Fernando Pellozo, Marden Júnior, Pábio Mossoró, Issy Quinan, Virmondes Cruvinel e Lucas Calil, se se colocarem em disputas antes de 2030, sobretudo se mostrarem vocação administrativa (alguns deles já estão mostrando), estarão se credenciando para a disputa do governo de Goiás em 2030.

Se for candidato a prefeito de Inhumas, e for eleito, em 2024, Lucas Calil poderá disputar a reeleição em 2028, com chance de vencer. Em 2030, com seis anos na Prefeitura de Inhumas, o jovem parlamentar poderá ser candidato a governador ou a senador. Ele contará, daqui a seis anos, apenas 42 anos.

Embora jovem, Lucas Calil é um político experimentado e, por isso, sabe que a chance de disputar uma eleição para prefeito, em excelentes condições, como agora, não ocorre sempre. O cavalo está selado… na sua porta. Só falta o cavaleiro.

Observe-se que três grandes nomes para a disputa da Prefeitura de Goiânia — Gustavo Mendanha (a lei deve barrá-lo), Vanderlan Cardoso e Jânio Darrot — foram prefeitos, respectivamente, de Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade. Ou seja, de municípios do Entorno de Goiânia. Cardoso e Mendanha foram, inclusive, candidatos a governador de Goiás. É uma “mensagem” realista da política para Lucas Calil. Na política, aqueles que não querem correr riscos (por medo ou cautela excessiva) podem até se proteger, mas não crescem. A máxima atribuída a Tancredo Neves ainda tem valor: na política só perde quem não disputa. (E.F.B.)