A lista de Marconi: Eliton, Thiago Peixoto e Tibúrcio. Um deles pode ser candidato a governador de Goiás em outubro

José Eliton, Thiago Peixoto e Henrique Tibúrcio: fortalecidos | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

José Eliton, Thiago Peixoto e Henrique Tibúrcio: fortalecidos | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

O governador Marconi Perillo deve ser candidato à reeleição. O tucano-chefe e sua base política querem. As bases, para manter (ou ampliar) a estrutura atual, precisam que ele dispute. No entanto, cauteloso e perspicaz, o principal líder do PSDB em Goiás vai investigar, por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas, quais são as possibilidades reais de enfrentar com chance de vitória um candidato tradicional, como Iris Rezende, um candidato mais ou menos tradicional, como Vanderlan Cardoso, e candidatos apontados como “novos”, como Júnior Friboi e Antônio Gomide.

Se perceber que o espaço para a renovação estará garantido, portanto com possibilidade de derrota, Marconi pode optar, também, pelo lançamento de um candidato que simbolize o novo. O nome do pré-candidato não está definido, até porque o nome mais ou menos definido é exatamente o de Mar­coni. Mas, no caso de uma lista tripla, como tem sido sugerido, possivelmente estarão nela, nesta ordem, José Eliton, Thiago Peixoto e Henrique Tibúrcio.

O vice-governador José Eliton é presidente do PP e conta com o apoio do prefeito de Catalão, Jardel Sebba, do pré-candidato a deputado federal Giuseppe Vecci, do presidente da Assembleia Legislativa, Helder Valin, e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Kennedy Trindade, tido como um de seus mentores políticos. Mas uma coisa é certa: todos os citados apreciam Eliton, mas preferem a candidatura de Marconi, mesmo se cercada de dificuldades.

Henrique Tibúrcio seria uma aposta total no “novo” e na imagem de “ético” do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. Tibúrcio não tem experiência política, mas articula com habilidade e está se tornando, aos poucos, um expert no assunto, surpreendendo até seus velhos aliados de lutas advocatícias. O presidente da OAB e Marconi se tornaram, além de aliados políticos, amigos.

O deputado federal Thiago Peixoto, além de preparado intelectualmente, é um político extremamente hábil. No início da queda de braço com o Sintego, políticos experimentados diziam: “O jovem Thiago vai enterrar sua carreira política na Secretaria da Educação”. O jovem não se intimidou com a pressão, mais ideológica do que educacional, e ao deixar a secretaria, três anos depois, saiu consagrado. Pais, alunos e professores e diretores não-ideologizado o respeitam. Pode-se dizer que Thiago entrou “menino” na secretaria e saiu “homem” — no sentido de um amadurecimento profundo. Poucos admitem isto, mas a Secretaria de Educação é uma espécie de mini-governo do Estado, com uma estrutura gigante, maior do que a de muitos municípios goianos. O líder do PSD deve ser um dos candidatos a deputado federal mais bem votados.

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