Lêda Borges diz que, se apostar numa mulher, PSDB sinalizará que percebeu os ventos da renovação

Pré-candidata a presidente do PSDB estadual, a parlamentar assinala que, se for ampla, a renovação será percebida pela sociedade 

A deputada Lêda Borges aprecia a grande política, não as picuinhas travestidas de debate. Mas, sim, é uma guerreira que defende seus ideais com firmeza e conteúdo. Para ela, o debate tem de ser conceitual, ainda que tenha de ser pragmático, e não deve ser fulanizado. Pré-candidata a presidente do PSDB em Goiás, tem conversado com vários políticos do partido e sempre diz a mesma coisa: “O PSDB tem uma bela história e não pode ser definido única e exclusivamente por uma eleição, como a de 2018”. Se eleita, sustenta que vai articular uma grande operação para recuperar o partido, preservando os quadros atuais e conquistando novos quadros, mas sempre sugerindo que o PSDB é um partido que, além de apostar no crescimento econômico, é um apóstolo do desenvolvimento.

Lêda Borges, deputada estadual pelo PSDB, na redação do Jornal Opção | Foto: Augusto Diniz

“Fala-se em Estado mínimo, o que parece bonito, mas o que se precisa mesmo é do Estado necessário, aquele que não esquece os que estão na base da pirâmide. Dá para esquecer, por exemplo, que os governos do PSDB criaram o programa Renda Cidadã, que inspirou a Bolsa Família do governo federal, e a Bolsa Universitária, que contribuiu para a formação de milhares de estudantes pobres? Dá para esquecer que, antes dos governos tucanos, a UEG praticamente não existia, exceto como faculdades isoladas? Dá para esquecer que o Crer se tornou referência para todo o país, sob indicação do Ministério da Saúde? Claro que temos de seguir adiante e não falar apenas do passado, mas é preciso ressaltar que nós fizemos muito, que sabemos fazer e que ainda podemos fazer muito mais”, assinala Lêda Borges.

Na disputa para a presidência do PSDB, Lêda Borges apresenta-se como “alternativa”. “Coloquei meu nome à disposição. Mas vou aguardar a eleição para os diretórios municipais, este mês, e, em seguida, vou participar de maneira mais ativa do debate para presidente estadual do PSDB”, afirma a deputada, uma das poucas que se salvaram da debacle de 2018.

No momento, Lêda Borges está dialogando, por telefone, com integrantes do partido. “Vou cuidar da montagem de uma chapa em abril. A eleição será em maio. Aposto que se terá consenso, mas é importante que o partido tenha vários candidatos, o que prova sua vitalidade. Além, claro, de que o processo se torna efetivamente democrático. Uma candidatura única pode soar como imposição, como uma posição de quem não está percebendo os ventos da mudança.”

Com 13 anos de filiação ao PSDB, Lêda Borges avalia que chegou o momento de uma deputada dirigi-lo. Nunca uma mulher foi presidente do partido. “A renovação, se for ampla, será percebida pela sociedade, que está cada vez mais atenta.”

Lêda Borges esteve na redação e conversou com repórteres, editores e a diretora-proprietária do Jornal Opção, Patrícia Moraes.

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