Laboratório Teuto, de Anápolis, pede registro de IPO

“O Teuto teve uma receita operacional líquida de pouco mais de R$ 1 bilhão, crescendo na comparação com 2019, quando esse número foi de R$ 966 milhões”

Depois da empresa Jalles Machado, de Goianésia, o Laboratório Teuto-Brasil — que não está mais associado à Pfizer —, de Anápolis, também “entrou com pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, relata a agência Reuters.

Segundo a Reuters, “a oferta, protocolada” na segunda-feira, 22, “será administrada pelas instituições financeiras Itaú Unibanco, Santander Brasil, JPMorgan, Bradesco, Bank of America e Goldman Sachs.

O Teuto cresceu sob o comando do empresário Walterci de Melo, que morreu com menos de 60 anos, e o laboratório ficou sob o comando da família. A Pfizer chegou a comprar parte do laboratório, com intenção de comprar a parte restante depois. Mas a multinacional acabou por sair do negócio, que foi retomado, de maneira integral, pela família de Walterci Melo.

O portal Suno Notícias frisa que “o quadro societário do Laboratório Teuto é formado pela família Melo (Ítalo Nogueira Alves de Melo, Igor Nogueira Alves de Melo, Priscilla Nogueira Alves Melo e Anna Liz Teles de Melo, além de Marcelo Leite Henriques), que contabiliza um total de 95,48% das ações, separada em quatro indivíduos, cada um com cerca de 9%, e o restante e no espólio de Walterci de Melo, fundador da companhia. Além disso, Marcelo Leite Henriques possui os outros 4,50% que completam a totalidade das ações”.

Segundo o portal, “todos os acionistas venderão parte de suas fatias, apesar de ainda estar indefinido o total do qual cada um irá se desfazer. O prospecto preliminar permite ainda a implementação de um lote suplementar de até 20% do número de ações inicialmente ofertadas, se a procura for suficiente para isso e se for de acordo do grupo”.

O Suno informa que, “em 31 de dezembro de 2020, o Laboratório Teuto tinha uma capitalização de cerca de R$ 966,6 milhões, divididos em um patrimônio líquido de R$ 543,2 milhões, R$ 221 milhões em empréstimos e financiamentos circulantes e R$ 201,5 milhões em empréstimos e financiamentos não circulantes. Em 2020, a Teuto teve uma receita operacional líquida de pouco mais de R$ 1 bilhão, crescendo na comparação com 2019, quando esse número foi de R$ 966 milhões. O lucro líquido da companhia foi de R$ 143,9,2 milhões [38% a mais do que em 2019], também crescendo na base anual”.

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