Kajuru recomenda que Bolsonaro fique de olho na PEC do Recall. Nova eleição à vista?

“PEC propõe o seguinte: no 2º ano do governo, se houver fatos inquestionáveis e convincentes, pode-se propor, não o impeachment, e sim uma nova eleição”

O senador Jorge Kajuru (Patriota) recomenda ao presidente Jair Bolsonaro que fique atento à PEC do Recall — proposta pelo senador Antonio Anastasia (PSDB).

“A PEC propõe o seguinte: no segundo ano do governo, se houver fatos inquestionáveis e convincentes, pode-se propor, não o impeachment do presidente, e sim uma nova eleição”, informa Kajuru.

Jair Bolsonaro e Jorge Kajuru: senador alerta o presidente | Foto: Divulgação

O senador por Goiás conta que parlamentares estão conversando, “abertamente”, sobre a PEC do Recall tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. “Inclusive, há gente que há duas semanas era Bolsonaro Futebol Clube e já está discutindo o assunto.”

Kajuru recomenda que Bolsonaro fale menos e coloque um porta-voz, “de alta credibilidade”, para apresentar as principais notícias do governo. “O porta-voz precisa ser convincente.”

O senador postula que, se falasse menos, o governo de Bolsonaro seria mais bem avaliado. “Na verdade, o governo faz coisas certas, e é bem avaliado pela população. Mas é Bolsonaro quem está sendo mal avaliado e isto contamina o governo. Entendo que Bolsonaro é atacado, inclusive por setores da imprensa, de maneira peçonhenta. Mas ele, por ser presidente, dada a liturgia do cargo, não deve descer ao nível do subterrâneo. Houve corrupção no governo de Fernando Henrique Cardoso — como na ‘compra’ da reeleição —, mas o ex-presidente tinha inteligência para engolir sapo, tanto que tinha maioria no Congresso e conseguia aprovar seus projetos com relativa facilidade. Ele era hábil inclusive com seus adversários políticos e com seus críticos. Ele era criticado pelo jornalista Paulo Francis e, mesmo assim, mantinha relacionamento cordial com o colunista do ‘Estadão’. Chegava a visitá-lo em Nova York.”

Kajuru frisa que aprecia o governo de Bolsonaro, aprova sua retidão moral e entende que sua gestão é muito melhor do que a imagem pública. “A correção moral do governo, por exemplo, é pouco explorada pelo marketing do governo.”

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