Kajuru e Waldir influenciam positivamente e Iris Rezende influencia negativamente em Goiânia
12 maio 2019 às 00h00

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Eleitores sugerem que não apoiam candidato bancado pelo prefeito. A exceção pode ser Maguito Vilela

Os melhores institutos não estão fazendo pesquisas no momento e alegam que, dados os custos financeiros, os políticos estão esperando o início do próximo ano. Mesmo assim, consideram que, neste momento, já era preciso fazer pesquisas qualitativas — que são as mais caras e, ao mesmo tempo, as mais relevantes. Mas partidos e políticos mais abonados começam a pesquisar os humores do eleitorado — dando preferência ao que chamam de levantamentos “semi-qualitativos”. Eles ponderam que a eleição para prefeito em 2020 será realizada daqui a um ano, quatro meses e 18 dias. A desincompatibilização dos agentes públicos que queiram disputar o pleito deverá ser feita daqui a 10 meses. Como o processo eleitoral é curto — 45 dias — marqueteiros, pesquisadores e políticos experimentados recomendam aos recalcitrantes que está passando da hora de se fazer pesquisa.
Há quadros que parecem fixos de uma pesquisa para a outra. Por exemplo: o goianiense respeita mas cansou-se do prefeito Iris Rezende, do MDB. Por isso avalia que deve ceder o espaço para alguém mais jovem e, sobretudo, atento às novas reivindicações dos eleitores. O que se diz, entre os eleitores de classe média, sobretudo mas não só, é que a obsessão do alcaide por asfalto e viadutos não responde mais às demandas modernas da cidade. Nas pesquisas, os eleitores sublinham que o emedebista não proporciona interação tecnológica entre moradores da cidade e não criou um sistema moderno de semáforos inteligentes. Eles falam também que o gestor municipal não cuida da saúde básica dos habitantes da capital.

Na pergunta sobre “transferência de voto”, parte significativa dos eleitores diz que não apoia nenhum candidato apoiado por Iris Rezende. Exceto se o postulante for Maguito Vilela — cujo recall positivo tem a ver com o fato de ter administrado Aparecida de Goiânia recentemente. Por que Maguito e não, por exemplo, Agenor Mariano? Porque Maguito Vilela é visto, aparentemente, como uma personalidade que sobrevive sem o “oxigênio” de Iris Rezende? O secretário, ao contrário, só existe, em termos políticos, se usar o “oxigênio” do prefeito.
Se Iris Rezende não transfere votos, com seus 60 anos de vida política, há pelo menos dois políticos — o senador Jorge Kajuru e o deputado federal Waldir Soares — que reforçam aqueles políticos que apoiam.
Pesquisas quantitativas mostram que, se as eleições fossem realizadas hoje, os favoritos seriam, pela ordem: Jorge Kajuru, do PSB, Waldir Soares, do PSL, Maguito Vilela, do MDB, e Vanderlan Cardoso, do PP.

Kajuru disse ao Jornal Opção que, como não será candidato, vai apoiar a candidatura do deputado federal Elias Vaz, presidente do PSB em Goiás. Quando mencionado no levantamento qualitativo, Elias Vaz não aparece com destaque. Porém, à pergunta “Você votaria em Elias Vaz se for ele for o candidato apoiado por Kajuru?” parte dos eleitores reage positivamente. Os números de Elias Vaz melhoram quando os eleitores são informados que tem o apoio de Kajuru — o que sinaliza que o senador influencia o pleito em Goiânia.

O deputado estadual Major Araújo, que deve ser o candidato do PSL, não aparece com destaque nas pesquisas. Entretanto, quando se informa que o tem o apoio do Delegado Waldir Soares, cresce nas pesquisas. O que prova que o deputado influencia na disputa da capital.
O governador Ronaldo Caiado (DEM) influencia positiva ou negativamente? Positivamente. Mas, segundo os eleitores, depende do candidato. Não o seguirão, por exemplo, se apoiar Iris Rezende. O goianiense considera o médico e deputado federal Zacharias Calil (DEM) um candidato “leve” e, sobretudo, preocupado com a saúde dos goianienses.
O deputado Francisco Júnior (PSD) tem o apoio do presidente do PSD, Vilmar Rocha, para disputar a Prefeitura de Goiânia. Mas o apoio do ex-deputado não transfere votos para o postulante pessedista. Porém, quando se pergunta se o apoio do senador Vanderlan Cardoso pode levá-los a mudar de ideia e a bancar Francisco Júnior, parte dos eleitores admite que sim. O líder do PP, portanto, transfere votos em Goiânia.
Uma pergunta feita a eleitores evangélicos não deixa de ser curiosa: Você votaria em Francisco Júnior, mesmo ele sendo católico? A maioria dos entrevistados disse que prefere votar num candidato evangélico, mas admite bancar o deputado do PSD. Motivo: suas bandeiras conservadoras são, no geral, as mesmas dos evangélicos.
Três pesquisas foram examinadas. Todas, conforme quem encomendou e quem as fez, contêm, obviamente, resultados preliminares. Porque, a rigor, não há candidatos definidos. Se Kajuru e Delegado Waldir Soares entrarem no páreo, como candidatos, desequilibram todo o jogo. Isto para ficar em dois casos. O MDB fica forte com Maguito Vilela e fragilizado com Iris Rezende.

