Kajuru diz que vai ajudar Caiado a melhorar Goiás mas quer distância de Wilder e de Luiz Carlos do Carmo

O político de Goiás diz que um grupo de 28 senadores devem bancar Cid Gomes para presidente do Senado

Jorge Kajuru, uma força da natureza, é incansável. Há pouco passou por uma bateria de exames e o que se descobriu é que tem pancreatite. O diagnóstico não o derrubou. Pelo contrário, passou a trabalhar em dobro, entre Goiânia e Brasília.

Em Brasília Kajuru alinhou-se ao “Grupo dos 25” — na verdade, já são 28 senadores. Kajuru, Randolfe Rodrigues, José Antônio Reguffe, Leila do Vôlei, Cid Gomes, Álvaro Dias, entre outros, querem um Senado decente, sem esquemas. Mais perto de Deus e bem distante de Renan Calheiros, o onipresente. “Nós podemos bancar o Cid Gomes para presidente do Senado. Não aceitamos o Renan. Não posso imaginar que o presidente Bolsonaro queira o Renan.”

“Nós queremos a CPI do Futebol e a CPI do Esporte. Passar o esporte a limpo é, de alguma maneira, como passar o Brasil a limpo”, frisa o vereador-senador. “Está tudo conectado.”

A CPI das Pesquisas Eleitorais é outro assunto que motiva Kajuru. “É preciso dar um basta nas manipulações.”

Dois projetos de Kajuru estão agradando vários senadores. “Quero aprovar o projeto para taxar as grandes fortunas, como propõe o economista francês Thomas Piketty. É necessário distribuir a renda do país de maneira mais equitativa.”

Um dos projetos de Kajuru é aumentar os recursos para a educação. “Melhorar os salários dos professores, qualificando-os ainda mais, é fundamental para o país crescer e se desenvolver. Reduzir gastos de deputados federais e senadores pode contribuir aumentar o investimento em educação, nos professores.”

Kajuru frisa que o senador eleito Vanderlan Cardoso e o senador que vai substituir Ronaldo Caiado, Luiz Carlos do Carmo, praticamente não deram as caras no Senado. “O que se sabe de Vanderlan Cardoso no Senado é que se trata de um homem rico, nada mais. Já me perguntaram até se ‘Vanderlan’ é nome de remédio.”

Morando em Brasília, Kajuru afirma que, mesmo antes de assumir, já está se preparando para ser um senador eficiente e não mais um enganador das esperanças da sociedade. “Estive com o ministro da Saúde do governo do presidente Michel Temer e no dia 10 de dezembro devemos fazer um anúncio para melhorar a saúde de Goiânia e Aparecida de Goiânia.”

É praticamente certo que Kajuru não fica no PRP, que deve fundir-se com outros partidos para não soçobrar, dada a cláusula de barreira. “Estou ouvindo líderes do Podemos, do PSB, do PDT e do Patriota. A conversa com o PSB está mais adiantada por causa do meu aliado e amigo Elias Vaz e da senadora Lúcia Vânia.”

Em termos de comunicação e outras áreas, Kajuru frisa que está montando um time forte. “Marcelo Leite, que trabalhou com os senadores Pedro Simon e Lúcia Vânia, vai me auxiliar a conquistar recursos para Goiás. Na área cultural, com o apoio de Ivan Lins, Jorge Vercílio, Fernanda Abreu e Lenine, quero fazer um trabalho amplo e qualitativo. Estou começando a definir o nome do meu pessoal de imprensa. Simone Magalhães, que trabalhou na grande imprensa, deve integrar minha equipe. Fernando Gabeira, que conhece o Congresso como poucos, deve me apoiar informal e voluntariamente. Ele é uma usina de criatividade. Especialista na área de projetos, Divaldo Barbosa vai trabalhar comigo nos setores de meio ambiente e educação. Dudu Aritana e Cláudio Magalhães ficarão na minha assessoria especial. Quero um time pequeno mas eficiente. Na minha equipe não tem esse negócio de parente. O critério é competência.”

O jornalista Roberto Cabrini entrevistou Kajuru e a reportagem terá o título de “O rebelde que vai fazer história no Senado”. “Eu disse ao Cabrini que abri mão de todos os privilégios, o que o impressionou.”

Na semana passada, Kajuru e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado, conversaram, demoradamente, por telefone. Eles são próximos. São amigos desde 1979. “Quero manter distância de Wilder Morais e de Luiz Carlos do Carmo. Mas Ronaldo é meu amigo e quero ajudá-lo a fazer um bom governo.”

Elias Vaz será candidato a prefeito de Goiânia? “Não. Elias não quer ser candidato a prefeito, mas eu adoraria que ele fosse candidato, pois seria eleito. Como não quer, estamos conversando com a Dra. Cristina Lopes. Exijo apenas, para apoiá-la, que saia do PSDB. Ela deve se filiar ao PSB. Eu, Elias e Cristina vamos almoçar em Goiânia, com o objetivo de deixar claro o seu projeto político.”

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