José Vitti, Chiquinho Oliveira e Lincoln Tejota são favoritos para a Assembleia Legislativa

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José Vitti e Lincoln Tejota: dois nomes consistentes para a a disputa da presidência da Assembleia Legislativa, logo no início de 2015

Um deputado procurou o Jornal Opção e disse: “Um ‘candidato’ a presidente da Assembleia Legislativa de Goiás estaria oferecendo dinheiro para pagar dívidas de campanhas de deputados eleitos de vários partidos”. Como o parlamentar não apresentou provas, o Jornal Opção optou por fazer o registro, mas sem mencionar o nome do suposto comprador de “votos”. “A história está grassando”, frisa o político, que não se elegeu.

O fato é que sete deputados estaduais — José Vitti (PSDB), Helio de Sousa (DEM), Hen­rique Arantes (PTB), Chiquinho Oliveira (PHS, recém-eleito), Francisco Júnior (PSD), Lincoln Tejota (PSD) e Álvaro Gui­marães (PR) — estão trabalhando, às claras e, às vezes, silenciosamente, com o objetivo de articular uma frente de apoio ampla para assumir o controle da poderosa Assembleia. O presidente eleito vai dialogar diretamente com o governador Marconi Perillo e com a sociedade goiana e vai gerir um orçamento maior do que o de algumas prefeituras pequenas e médias. Quem assume o Legislativo se torna poderoso da noite para o dia (observe-se que Helder Vallin é conselheiro do TCE porque, antes, foi presidente da AL).

Pode-se falar num favorito? Ainda não. A tendência é que o presidente seja do PSDB, o maior partido da casa. Se prevalecer esta tese, o nome mais cotado é o de José Vitti. Sua ascensão resolveria também alguns problemas políticos em Palmeiras de Goiás. Helio de Sousa é considerado, por todos, como carta fora do baralho. “Ele é um presidente tranquilo, não cria problemas, mas não tem a simpatia dos deputados e, sobretudo, pertence ao DEM, partido que é comandado por um adversário figadal do governador Marconi Perillo, o senador eleito Ronaldo Caiado”, diz um secretário do tucano-chefe.

Lincoln Tejota, com o apoio de seu pai, o conselheiro do TCE Sebastião Tejota, e do ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz, do PSDB, é um nome consistente. Ele articula com habilidade. Henrique Arantes também quer comandar a casa, mas tende a apoiar Tejota. Francisco Júnior saiu atrás de Tejota, na articulação, e por isso tende a apoiar o correligionário.

Chiquinho Oliveira tem a simpatia de Marconi, mas, por ser cristão novo, enfrenta certa resistência.

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