José Nelto aposta que Daniel Vilela e Ronaldo Caiado vão se unir em março ou abril

Há uma aposta, em parte do PMDB, que o candidato a governador deve ser Caiado, com Daniel na vice

José Nelto, Ronaldo Caiado, Daniel Vilela e Maguito Vilela: o jogo não está definido, mas o deputado avalia que o senador, o deputado e o ex-prefeito, “que são inteligentes”, vão buscar uma saída negociada

José Nelto é, sem dúvida, o deputado estadual mais atuante do PMDB — tanto interna quanto externamente. Os peemedebistas dizem que é amado ou detestado, mas não provoca indiferença. Sua língua é ferina. Perguntado se o deputado federal Daniel Vilela está definido como candidato a governador, não titubeia: “Se conseguir unir a oposição, será candidato. Se não unir, não será candidato. Mas o que estou dizendo serve também para o senador Ronaldo Caiado”.

Daniel Vilela e Maguito Vilela, com a finalidade de ampliar a aliança política do PMDB — e não se tornar caiadodependentes —, abriram conversações com políticos da base governista, como os senadores Lúcia Vânia e Wilder Morais e o secretário das Cidades e Meio Ambiente do governo estadual, Vilmar Rocha. “Acreditar que Maguito Vilela, um político de valor, vai atrair o PSB de Lúcia Vânia, o PP de Wilder Morais, o PTB de Jovair Arantes e o PSD de Vilmar Rocha é o mesmo que acreditar em mula sem cabeça, Saci Pererê e Papai Noel. Na verdade, os governistas ‘namoram’ com o governo, com quem querem ‘casar’, e só ‘flertam’ com o peemedebismo. Anote: ninguém que está no governo vem para o nosso lado. Não podemos cair no conto do vigário. O que nós temos a oferecer? Cargos, por exemplo, não temos. Dinheiro para obras, muito menos.”

Se forem candidatos separadamente, avalia José Nelto, tanto Daniel Vilela quanto Ronaldo Caiado serão “devorados” pelo poder da “máquina azeitada” do governo. “Quem menosprezar a capacidade de o governador Marconi Perillo [PSDB] fazer política pode entender de muita coisa — exceto de política. Se querem que as oposições elejam o próximo governador, Daniel e Caiado precisam calçar as sandálias da humildade. O que sei é que, dadas a racionalidade e a inteligência dos homens, o peemedebista e o democrata devem se unir entre março e abril. Com duas candidaturas, não haverá chapas para senador e deputado federal e estadual consistentes. Portanto, reafirmo que a aliança entre os dois sai entre março e abril.”

O repórter insiste para que José Nelto defina a chapa ideal. Ele refuga inicialmente, depois assinala: “Tanto Caiado quanto Daniel Vilela, unidos, são fortes para o governo. Eles perdem força isoladamente”. De um prefeito do PMDB, mais incisivo do que o deputado, o Jornal Opção ouviu: “Daniel é um garoto excelente, mas ainda não tem cancha para ganhar o governo de um time de profissionais, com um ‘técnico’ experimentado como Marconi Perillo. Por isso, eu e outros prefeitos do partido queremos apoiar Ronaldo Caiado. Com Caiado para o governo, com Daniel Vilela para senador ou na sua vice, ou com Pedro Chaves e Jorge Kajuru para senador, pronto, temos uma chapa forte, de rara consistência. Há outro cenário: Maguito Vilela poderia ir a senador e Daniel Vilela a deputado federal”.

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