O marqueteiro afirma, para enfrentar o candidato do governo, é fundamental a união das oposições

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Aos 62 anos, o empresário e marqueteiro Jorcelino Braga, presidente do PRP, diz que a política brasileiro tem sido feita de sobressaltos. “Nunca se sabe direito o que vai acontecer amanhã, exceto que vai acontecer alguma coisa grave e espantosa. Por exemplo: o que dirá Antonio Palocci, que, como ministro, foi um dos cérebros dos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, vai abalar apenas o PT ou todo o espectro político?”

Porém, quanto à política de Goiás, Jorcelino Braga afirma que, “se tiverem juízo e responsabilidade, o PMDB do deputado federal Daniel Vilela e o DEM do senador Ronaldo Caiado vão caminhar juntos na disputa eleitoral de 2018. Enganam-se aqueles que acreditam que um governo, mesmo quando não está em seu melhor momento, não tem força. Tem, e muita; portanto, para enfrentar um candidato governista, seja José Eliton ou outro, é preciso unir forças e estabelecer um discurso atento àquilo que a sociedade quer e precisa”.

Na interpretação de Jorcelino Braga, como “são experientes e sensatos”, Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, mesmo que se passe por um contencioso inicial, deverão estender as mãos e estabelecer um acordo político-eleitoral. “As oposições estão fora do governo desde 1998; no próximo ano, durante a eleição, o grupo do governador Marconi Perillo completará 20 anos de poder. É muito tempo e sinaliza uma força política. Claro que é possível derrotá-la, mas o primeiro passo começa pela união das oposições. Alguém terá de ceder, o que, na prática, pode não significar perdas, e sim ganhos políticos para o conjunto.”

Ao contrário do que às vezes sai nos jornais, Jorcelino Braga afirma que tem achado Ronaldo Caiado “extremamente lúcido e ponderado”. “Na verdade, Ronaldo tem examinado o quadro político com relativo distanciamento e percebendo que, como diz o ditado popular, é a união que faz a força”.

Entretanto, se há dois candidatos fortes nas oposições — Ronaldo Caiado, devido à sua popularidade, e Daniel Vilela, devido à estrutura do PMDB e a história do vilelismo (seu pai, Maguito Vilela, foi governador de Goiás e prefeito de Aparecida de Goiânia) —, quais os critérios para estabelecer quem será o candidato? “Primeiramente, os dois postulantes precisam estabelecer um diálogo e um pacto de confiança. Depois, podem examinar pesquisas qualitativas e qualitativas bem-feitas e verificar a capacidade de aglutinar as forças políticas que planejam enfrentar o candidato do governo. Espíritos desarmados certamente ajudarão na escolha. É preciso lembrar que a chapa majoritária inclui dois candidatos a senador, além dos suplentes, e um vice-governador.”

O PT cabe na aliança entre o DEM e o PMDB? “O PT está numa má fase, sobretudo em nível nacional. Mas em Goiás seus políticos, notadamente o deputado federal Rubens Otoni e o vereador Antônio Gomide, são consistentes e populares.”