Jorcelino Braga diz que, contra nomes da estrutura, Vanderlan Cardoso vai se apresentar como candidato dos projetos

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O empresário e marqueteiro Jorcelino Braga é possivelmente o aliado mais articulado do pré-candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso. O presidente do PRP em Goiás diz que o “Reino da Fofocolândia”, numa espécie de “jogo dispersivo”, sugere que Vanderlan pode apoiar “A” ou “B”, quando, na verdade, não apoiará ninguém, “pois está mais definido do que nunca como candidato. Ninguém pode vetá-lo ou impedir sua candidatura”.

“Vanderlan será candidato ainda que apenas três partidos, PSB, PRP e PSC fiquem ao seu lado. Com dois ou três minutos na televisão, vamos disputar. Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco com dois minutos de tevê. Nós queremos crescer com qualidade, de maneira sólida. A população não aprova o uso de partido político para barganhas”, garante Braga. “Observe que Vanderlan está visitando várias cidades de Goiás, conversando com a população diretamente e com os setores organizados. Só quem não quer ver e escutar não percebe que a população observa os políticos do PSB com outros olhos. Marina Silva aparece numa pesquisa com 27% das intenções de voto e, em Goiás, Vanderlan, mesmo com estrutura menor e menos destaque na imprensa, está em segundo lugar, com cerca de 20% das intenções de voto.”

Braga contesta aqueles que dizem que Vanderlan não tem apoios consistentes. “Não estamos apostando em medalhões, mas o procurador federal Aguimar Jesuíno, sem qualquer mácula, é um grande nome para o Senado. Nos debates, ele vai mostrar que tem conteúdo e que representa a modernidade política.” O marqueteiro insiste que, este ano, não se terá uma campanha definida pela “estrutura”. “O eleitor, desconfiado das grandes e caríssimas estruturas, vai optar pelas ideias, por projetos transparentes e críveis.”

Raramente Braga gosta de opinar sobre partidos e políticos adversários. Instado a falar sobre a crise do PMDB, que tem dois pré-candidatos, Iris Rezende e Júnior Friboi, em guerra aberta, o marqueteiro apresenta sua opinião: “Iris tem uma história, por isso resta perguntar: o PMDB vai ficar com a história, com o nome que ajudou a construi-lo, ou com a estrutura? O eleitor, tudo indica, vai optar pelas ideias, projetos”. A Vanderlan, assegura Braga, “não importa quem vai enfrentar, quais serão os adversários”.

O discurso da renovação tende a ser “apropriado” por quais candidatos? “A rigor, só três candidatos podem adotar o discurso da renovação — Antônio Gomide (PT), Júnior Friboi e Vanderlan. O governador Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende, se candidatos, não poderão adotá-lo. Gomide não é fraco, como alguns pensam; ocorre que o PT, se for sozinho, terá certa dificuldade. Mas, sim, o petista pode ser visto como ‘a novidade’, como uma delas.”

Reuniões de trabalho no interior

Braga diz que tem notado que alguns políticos praticamente estão fazendo comícios disfarçados no interior. “Nós, pelo contrário, estamos fazendo reuniões de trabalho. Nós apresentamos o diagnóstico do Estado, com números detalhados e confiáveis, em todas as áreas, como segurança pública, saúde e educação. Em seguida, apresentamos algumas de nossas ideias, como, na área de saúde, o Banco de Leite. Não fazemos apenas a crítica, nós formulamos soluções objetivas. Ao mesmo tempo, colhemos sugestões de populares e da sociedade organizada de todas as regiões de Goiás”, afirma Braga. “Nosso plano de metas está quase pronto, faltando apenas ouvir um pouco mais a população e ajustes aqui e ali. Falta definir a parte da gestão. O plano tem começo, meio e fim. Registrada a candidatura, vamos apresentá-lo, para que a população possa verificar a seriedade dos nossos propósitos para o Estado de Goiás.” Uma coisa, na opinião de Braga, é certa: “A população está mais seletiva e quer apoiar um candidato que tenha um projeto que seja confiável”.

O “jogo está aberto”, aposta Braga. “Alguns dos nomes que estão sendo anunciados talvez nem mesmo sejam candidatos e, o que é mais relevante, os eleitores não definiram como vão se posicionar. E eles têm razão: por que ninguém, nem mesmo os políticos, sabem quais serão os candidatos. Vanderlan está definido, mas o que dizer dos nomes do PMDB, do PT e do PSDB? O mínimo que se pode dizer é que os nomes dos três partidos estão associados à palavra ‘se’, quer dizer, não sabemos se serão mesmo candidatos.”

Dada a dúvida, Marconi será mesmo candidato Braga avalia que, embora não esteja definido, “Marconi tende a ser candidato, pois não tem substituto à sua altura na base governista. Mesmo que não queira ser candidato, será compelido a fazê-lo”.

A respeito de Ronaldo Caiado, por quem tem apreço, Braga acredita que deve ser candidato a senador. “É possível que saia com uma candidatura independente. Seu nome é tão consolidado na sociedade, como uma referência de político trabalhador e ético, que pode derrotar até mesmo um político experimentado e querido como Iris Rezende.”

Sobre a questão nacional, Braga avalia que “o sentimento do brasileiro será, em larga medida, moldado pelo resultado da copa. Se a Seleção Brasileira não for campeã, disputando no Brasil, Dilma dificilmente ganhará um novo mandato. Já agora o PT, peemedebistas e empresários estão propondo a volta de Lula. Eduardo Campos, como principal nome da renovação, tem chance de ser eleito”.

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