Na política, para articular e entendê-la, é preciso decifrar o jogo real de seus participantes. Em Rio Verde, a deputada federal Marussa Boldrin (MDB) opera sua base para apoiar Lissauer Vieira, do PL, para prefeito. Porém, como o MDB não apoiará oficialmente o ex-deputado estadual, ela pode lançar um candidato “laranja” a prefeito com o único objetivo de impedir que o prefeito Paulo do Vale (União Brasil) consiga bancar o médico Wellington Carrijo para prefeito pelo MDB.

Wellington Carrijo e Paulo do Vale: luta para ser candidato pelo MDB | Foto: Divulgação do MDB

Portanto, há dois jogos em Rio Verde. O de Paulo do Vale e o de Marussa Boldrin, que tenta se apresentar como uma espécie de segunda força política no município.

Como se comportarão Paulo do Vale, o deputado estadual Lucas do Vale, do MDB, e Wellington Carrijo, do MDB, na disputa para governador e presidente da República em 2026? É certo que os três vão apoiar Daniel Vilela para governador e o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para presidente da República. Marussa Boldrin, por outro lado, tende a compor com Wilder Morais, do PL (o senador, inclusive, quer levá-la para o PL em 2026, quando surgir a janela partidária).

No caso de vitória de Wellington Carrijo, Daniel Vilela fica mais forte no Sudoeste goiano. No entanto, se vencer Lissauer Vieira, quem fica mais forte é Wilder Morais. O jogo real passa por aí. O resto é perfumaria.

José Mário Schreiner e Lissauer Vieira: o primeiro é o mentor de Marussa Boldrin | Foto: Instagram

No momento, Lissauer Vieira opera para retirar Karlos Cabral, do PSB, do jogo eleitoral. Ele também gostaria de atrair o apoio de Osvaldo Fonseca Júnior, do Republicanos. Mas o médico se recusa a sair do páreo. Chico KGL articula tanto com Karlos Cabral quanto com Lissauer Vieira. Ele é cotado para ser vice do postulante do PL.

O PT ainda não definiu seu candidato. Pode ser o Professor Vavá ou o produtor rural Flávio Faedo. (E.F.B.)