Jogo das oposições pode ser lançar mais candidatos pra tentar garantir o 2º turno

Há uma crença de que Ronaldo Caiado já estaria “garantido” no segundo turno. O receio é de que seja reeleito no primeiro turno

As oposições estão unidas ou desunidas? Não se sabe direito. O mais provável é que estejam “perdidas” por falta de um líder que seja aceito por todos.

No momento, o ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, está tentando assumir o comando das oposições. Mas há uma certa resistência.

Gustavo Mendanha e Marconi Perillo | Divulgação

Pré-candidato a governador, Mendanha quer o apoio de Perillo — está andando no interior com os marconistas-raiz Eliane Pinheiro e Valmir Pedro —, mas, dado o desgaste do ex-governador (processos e prisão), evita “assumi-lo” à luz do dia. O prefeito de Aparecida de Goiânia quer passar a imagem de que, mesmo recebendo apoio do marconismo, é “independente”, o que, em política, é praticamente impossível.

Atribui-se a Marconi Perillo — mas também ao presidente do Patriota, Jorcelino Braga — a tese de que, para levar o pleito para o segundo turno, as oposições precisam lançar pelo menos três candidatos a governador. Há uma crença de que o governador Ronaldo Caiado, dadas a sua aliança e a força derivada de estar no poder, tem uma vaga garantida no segundo turno. O que se teme, com o lançamento de um único candidato, é a vitória do líder do DEM já no primeiro turno.

Entre os nomes que as oposições podem lançar no primeiro turno estão Mendanha, Perillo e o ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot (que disse ao Jornal Opção, recentemente, que não aceita ser vice de Mendanha, mas que poderão caminhar juntos no segundo turno).

Jânio Darrot e Gustavo Mendanha: aliança só no segundo turno | Foto: Reprodução

Perillo, na verdade, quer ser candidato a deputado federal. Mas estaria encomendando pesquisas para aferir se sua rejeição está diminuindo (continua alta) e sua popularidade (ainda baixa). Porém, como formulador da tática de vários candidatos para garantir o segundo turno, pode acabar se tornando candidato a governador.

Mendanha quer disputar o governo e, a rigor, já está em campanha — extemporânea, por certo. Ele fica mais tempo no interior e discutindo a eleição de 2022 do que em Aparecida de Goiânia e raramente debate questões administrativas, exceto para postar nas redes sociais, simulando que está, de fato, trabalhando. Funcionários da prefeitura comentam que ele terceirizou a gestão para dois secretários, André Rosa e Fábio Passaglia.

O que Mendanha teme é que, como é menos conhecido, acabe por ser atropelado por Perillo. Ele receia ficar em terceiro lugar. Por isso está indeciso em relação à tese de três candidatos das oposições. No fundo, talvez queira a formatação de uma ampla aliança para bancá-lo.

Aliados de Jânio Darrot são apóstolos da tese de que mais candidatos podem garantir o segundo turno.

Então, se falta um líder, há pelo menos duras teses vigorando. Primeiro, e mais aceita, a de que mais candidatos pode assegurar o segundo turno. Segundo, que a união já no primeiro turno pode fortalecer o candidato a governador da oposição.

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