Os luas celestes da Assembleia de Deus estavam quase convencendo o deputado a aceitar a vice do pré-candidato do DEM a governador

João Campos: o deputado federal sentiu-se “traído” pelo senador Ronaldo Caiado

O pré-candidato a senador pelo DEM, Ronaldo Caiado, surpreendeu os políticos por ter fechado a chapa majoritária rapidamente. Sua ação tem sido interpretada de modo negativo. Mas caiadistas afirmam que a ação rápida tem a ver com o fato de que o senador temia ficar sozinho e, por isso, convocou o vereador Jorge Kajuru, que disputará o Senado, e o deputado estadual Lincoln Tejota, que irá a vice. Era tudo ou nada.

Mas o “fechamento” à trem bala japonês gerou arestas. Parcelas da Igreja Assembleia de Deus sugerem que estavam praticamente convencendo o deputado federal João Campos (PRB), irmão gêmeo da indecisão — o “muro” é seu primo —, a ser vice de Caiado. Com o anúncio da chapa, o parlamentar sentiu-se “traído”. Ele teria dito a um aliado que foi “atropelado por um caminhão”. Porque Caiado não o avisou de nada. Ficou sabendo do acordão pela imprensa.
A situação de João Campos é complicada. Enquanto negociava para ser vice, em banho-maria, o empresário Glaustin Fokus articulava, na seara da Assembleia de Deus, com vasto apoio.

Glaustin Fokus conta com o apoio do pastor Oídes José do Carmo, do suplente de senador Luiz Carlos do Carmo e do ex-prefeito de Bela Vista de Goiás Eurípedes José do Carmo. Eles são irmãos e articulam juntos, afinadíssimos. Mesmo na Assembleia de Deus Vila Nova, à qual pertence, João Campos está perdendo terreno. Sua situação é complicada. A cúpula do PRB nacional está preocupada e teme ficar sem deputado federal em Goiás.