João Campos é o político mais cotado para ser suplente de Meirelles

Ressalva: o deputado federal insiste que será candidato a senador, nem que seja “avulso”. Pedra no caminho: o Republicanos já fechou aliança com Ronaldo Caiado

Como se sabe, ninguém gosta de se apresentar como “candidato” a suplente de senador. Porque, de fato, não se é “candidato” a suplente. Mas suplentes, assim como vices, têm se dado bem na história do país e de Goiás. Veja-se o caso de Luiz Carlos do Carmo, que, com a eleição de Ronaldo Caiado para governador, em 2018, ganhou, como suplente, quatro anos de mandato.

João Campos: deputado e presidente do Republicanos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

No momento, o que mais se especula é: quem será o suplente de Henrique Meirelles, o pré-candidato do PSD a senador? Não dá para saber, é claro. Porque primeiro é preciso definir a candidatura do ex-ministro. E, mais: ele será mesmo o candidato na chapa majoritária do governador de Goiás, Ronaldo Caiado? É provável que sim. Assim como não é improvável que saem de um a dois candidatos avulsos a senador.

No meio político, e também no meio evangélico, se comenta que João Campos pode ser suplente de Meirelles. Mas o deputado federal quer? Ele nunca disse que pretender ser suplente do ex-ministro da Fazenda. Pelo contrário, continua insistindo que será candidato a senador.

Porém, como o Republicanos está praticamente fechado com Ronaldo Caiado, a situação de João Campos não é das mais tranquilas. Porque a aliança com o governador teria sido feita, quase que oficialmente, sem imposição de que o parlamentar seria candidato a senador. Por quê? Aparentemente porque a cúpula do Republicanos em nível nacional prefere eleger deputados federais e, assim, ampliar seu poder em Brasília e no país.

Henrique Meirelles: composição com o deputado federal João Campos, se efetivada, o fortalecerá na disputa por uma vaga no Senado | Foto: Divulgação

Aparentemente, João Campos não tem como recuar para uma candidatura a deputado federal — seu grupo inclusive estaria bancando a candidatura de José Antônio, ex-prefeito de Itumbiara e secretário da Prefeitura de Goiânia — e, por isso, precisa ocupar algum espaço na política. Portanto, deverá ser candidato a senador, avulso ou não (estaria conversando também com Gustavo Mendanha, mas, se for para o lado do prefeito, não leva o partido, já fechado com Ronaldo Caiado), ou suplente de Meirelles.

João Campos é um político respeitado, com forte presença na Câmara dos Deputados — o que a imprensa nem sempre reconhece —, e, se compor com Meirelles, vai fortalecer, e muito, sua candidatura. O ex-ministro diz que, se for eleito, ficará no Senado. Talvez fique mesmo. Porém, se eleito presidente, Lula da Silva, do PT, pode convocá-lo para o Ministério da Fazenda. Se Meirelles for eleito, e for convocado para um ministério, assumirá, talvez por quatro ou oito anos, o suplente — que pode ser João Campos, um político que, como não perde eleições, não deve ser subestimado. Ainda que silencioso e discreto, é um articulador do primeiro time.

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