O autor de livro sobre a saga “Senhor dos Anéis” é visto como um jurista qualificado, íntegro  e conservador

O presidente Michel Temer e o magistrado Ives Gandra Filho | Foto: Beto Barata/PR

A coluna “Radar”, da revista “Veja”, aponta o jurista Ives Gandra Martins Filho como o possível indicado pelo presidente Michel Temer para ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele seria o substituto de Teori Zavascki, recentemente falecido.

“Veja”, mencionando fontes palacianas, assegura que uma das vantagens de Gandra Filho é “sua posição” apontada como “extremamente conservadora” (vantagem para o governo ou para quem? A revista não revela). Segundo a publicação da Editora Abril, “o jurista já fez votos de pobreza e castidade e seu pai, o famoso tributarista Ives Gandra Martins, é um dos líderes da Opus Dei no Brasil”.

O presidente Michel Temer, segundo o registro da revista, percebe Gandra Filho como “um nome inquestionável”. A “Veja” frisa que o jurista “é tido como honesto, católico fervoroso e acima do bem e do mal”. A revista aposta que sua indicação, se confirmada, vai arrancar “protestos dos grupos” vistos como “progressistas”.

O que a revista não diz, quiçá no afã de apresentar Gandra Filho como “conservador”, como isto se fosse defeito, é que se trata de um magistrado competente e não necessariamente intransigente, exceto no cumprimento das leis. É importante que no Supremo se tenha, além dos ditos progressistas, ministros conservadores. Como o STF representa o país, com sua diversidade de pensamentos, sobretudo a respeito do Direito e das leis, é importante se que tenham lá tanto progressistas quanto conservadores.

Intelectual de interesses diversificados, Gandra Filho é especialista na saga de Tolkien “Senhor dos Anéis”. Ele é autor de um livro a respeito.