Gustavo Gayer e Zacharias Calil declaram guerra pela segunda vaga para o Senado
26 setembro 2026 às 21h00

COMPARTILHAR
As pesquisas de intenção de voto indicam que uma vaga para o Senado está praticamente definida. Será de Gracinha Caiado. A mulher do ex-governador Ronaldo Caiado é filiada ao União Brasil.
Há uma vaga sendo disputada, com unhas e dentes, por Gustavo Gayer, do PL, Zacharias Calil, do MDB, Gustavo Mendanha, do PRD, e Vanderlan Cardoso, do PSD.

Costuma-se sugerir que, dadas as pesquisas, o senador Vanderlan Cardoso “derreteu”. A rigor, isto ainda não ocorreu, de acordo com a pesquisa Quaest.
Vanderlan Cardoso aparece, em quarto lugar, com 8%. Significa que está colado no terceiro colocado — Zacharias Calil, que tem 12%.

O problema de Vanderlan Cardoso é que, sendo senador, esperava-se que estivesse mais bem avaliado pelos eleitores. No interior, conta com apoio de vários prefeitos, talvez da maioria. Mas isto não tem sido traduzido em mais intenção de voto.
Político da linha de frente do bolsonarismo, o deputado federal Gustavo Gayer está bem situado, em segundo lugar, com 13%. Tende a crescer e a ficar com a segunda vaga? Há grande possibilidade de que seja eleito, inclusive com um percentual maior. Ele pode absorver mais votos da direita.

O grande perigo para Gustavo Gayer é o deputado federal Zacharias Calil, do MDB. Por três motivos. Primeiro, conta com o apoio do emedebismo, que tem bases em todo o Estado. Segundo, é um médico conceituado e admirado pelos goianos. Terceiro, é também bolsonarista — quer dizer, de direita —, ainda que, na disputa presidencial, esteja alinhado com o ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD.
Gustavo Mendanha é forte na grande Goiânia e está crescendo. Então, assim como Zacharias Calil, é também uma ameaça para Gustavo Gayer.

O fato é que, para senador, uma vaga está aberta. Se a Quaest estiver certa, a disputa real está ocorrendo nesta ordem e entre os três: Gustavo Gayer, Zacharias Calil e Gustavo Mendanha. Um deles começará 2027 tendo Gracinha Caiado como colega no Senado. (E.F.B.)


