O HDT se tornou uma referência por causa de infectologistas competentes e abnegados. Há uma grande história a ser contada

Euler de França Belém

Tempos conflagrados são responsáveis por denúncias por atacado e o jornalismo corre o risco de ser porta-voz das trevas da sociedade, não de sua iluminação. Os goianos sabem que Boaventura Braz de Queiroz — conhecido como “Boa” — é um médico excepcional. Nos tempos mais difíceis da Aids — e não só, é claro —, fez um trabalho de primeira linha no Hospital de Doenças Tropicais. O HDT é um hospital de referência — no mais amplo sentido do termo — em larga medida por causa de Boaventura e da equipe que atua ao seu lado, há vários anos. Trata-se de uma das poucas unanimidades inteligentes deste país.

Boaventura Braz de Queiroz: médico | Foto: Jornal Opção

Boaventura não é, porém, tão-somente um grande médico e formador de equipes eficientes — que preferem trabalhar longe das luzes das câmeras. Falta registrar — em livro, por exemplo (não se pode ignorar que há sempre uma história para contar, porque o presente é ínfimo perto do passado) — o trabalho tão competente quando abnegado dos médicos que trabalham, há anos, no HDT. Em alguns momentos, não devidamente registrados, a atuação da equipe médica do HDT foi heroica. Às vezes, com recursos escassos, fizeram o que era impensável.

Boaventura é um cidadão do bem e de bem. Trata-se de um homem decente, sério e solidário. Além de médico-infectologista, é um mestre (muitos médicos aprenderam com suas orientações seguras). Tentar manchar sua imagem é uma batalha não apenas contra o profissional, mas também contra a medicina que funciona, que atende com qualidade e precisão. Não se deve permitir que a “política” — a má política — conspurque a honra dos homens de reputação saudável deste país. A construção de um nome — de uma história — não é fácil, mas a destruição se dá em questão de minutos. Felizmente, a imagem de Boaventura, que não é feita de midiatismo, é sólida e permanece intocada. Espera-se que aqueles que o tenham agredido, direta ou indiretamente, peçam desculpas ao médico e a Goiás. Ele é e continuará sendo uma referência. Seus acusadores, sim, passarão…

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