Goiânia tem 12 pré-candidatos a prefeito. A maioria quer consolidar base pra disputar mandato de deputado

Iris Rezende é o favorito. Mas políticos como Francisco Júnior (ou Vanderlan Cardoso), Elias Vaz e Dra. Cristina Lopes são competitivos

Há, no momento, 12 pré-candidatos a prefeito de Goiânia. Por que tantos postulantes? Mesmo considerando que, no meio caminho, alguns vão sair do páreo, compondo com outro candidato, é provável que pelo menos oito nomes cheguem à disputa de 4 de outubro deste ano.

São quatro os motivos pelos quais os artigos planejam lançar candidatos a prefeito de Goiânia.

1 — Fundo eleitoral/Fundo partidário— Os partidos que elegeram vários deputados federais em 2018 têm um fundo eleitoral considerável, portanto poderão bancar candidatos tanto a prefeito quanto a vereador. Para manter o fundo em valores consideráveis, precisam eleger mais deputados em 2022, mas, antes, necessitam ampliar as bases eleitorais nos municípios, o que fortalecerá os candidatos para a Câmara dos Deputados.

2 — Segundo turno — Goiânia tende a ter segundo turno, dada a quantidade de candidatos. Sendo assim, os partidos que disputarem o primeiro turno tendem a ser convidados para participar das campanhas dos dois candidatos que forem para o segundo turno. Depois, poderão participar do governo do eleito, se tiverem apoiado o vitorioso.

3 – Deputado estadual ou federal — Quem quiser disputar mandato de deputado estadual ou federal em 2022 eventualmente pode entrar na disputa de 2020 unicamente para manter seu nome em evidência ou para se tornar mais conhecido na capital, cidade que conta com quase 1 milhão de eleitores. O que se está pensando, portanto, é em constituir uma base eleitoral na maior cidade de Goiás.

4 – Chapa de vereador — Não há mais coligação para vereador. Por isso todos os partidos têm de lançar suas chapas. Se tem candidato a prefeito, a chapa de vereador fica mais forte. Se não tem, é cada um por si e, diria Mário de Andrade ou Werner Herzog, Deus contra todos. Depois, partidos com mais vereadores tendem a ficar mais fortes para 2022.

O projeto de cada um

É fato que todos querem ser eleitos. Mas, se não der, há outro projeto engatilhado — e a disputa em 2020 pode fortalecê-lo para 2022.

1 — Adriana Accorsi/PT — Deputada estadual no segundo mandato, a delegada de polícia pode arriscar voos mais altos, em 2022. Pode ser candidata a deputada federal e, mesmo, a senadora, dependendo da coligação.

2 — Cristina Lopes/PL — A vereadora acredita que tem chance na disputa de 2020. Mas também está jogando para 2022, quando deverá ser candidata a deputada estadual, bancada pela deputada federal Magda Mofatto, que quer pôr um pé na capital.

3 — Eduardo Prado/Sem partido— A prioridade do deputado estadual é disputar a reeleição em 2020. Mas pode arriscar e disputar mandato de deputado federal na eleição seguinte.

4 — Elias Vaz/PSB — Se perder a eleição para prefeito, o deputado federal deve disputar a reeleição em 2022. Disputando, marca posição e se torna mais conhecido, inclusive para a disputa da prefeitura em 2024.

5 — Felisberto Tavares/Podemos — O vereador está disputando para marcar posição e para alçar voos mais altos em 2022, quando pode, possivelmente, disputar mandato de deputado estadual.

6 — Francisco Júnior (ou Vanderlan Cardoso)/PSD — O deputado federal se apresenta como renovação e como o político que tem um projeto para o desenvolvimento de Goiânia. Se perder, consolida seu nome na cidade que mais tem eleitores no Estado de Goiás.

7 — Iris Rezende (ou Maguito Vilela)/MDB — O prefeito é favoritíssimo. Se disputar, sai, de cara, na frente. Aos 86 anos, não tem outro projeto político. Seu único projeto é Goiânia. Detalhe: o que ele mais gosta de fazer na vida é política, sobretudo gerir a máquina pública.

8 — Major Araújo/PSL — O deputado estadual é um político posicionado e sério. Deve fazer uma campanha agressiva. Frise-se que está estudando a cidade como poucos. Se for derrotado para prefeito, pode disputar mandato de deputado federal. Ele está em ascensão.

9 — Nilson Gomes/DEM — Comenta-se que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, presidente do DEM, vai apoiar a reeleição de Iris Rezende. Pode ser. Mas, até agora, ele não desautorizou a pré-candidatura de Nilson Gomes. O jornalista, se perder ou se não for candidato, pode postular uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022.

10 — Samuel Almeida/Pros — O ex-deputado estadual pode disputar mandato de prefeito. Mas o que ele quer mesmo é voltar à Assembleia Legislativa.

11 — Talles Barreto/PSDB — O deputado estadual estuda a capital com afinco e frequenta os bairros cidade como poucos. Se perder, vai disputar mandato de deputado federal. Ele está consolidando seu nome na capital.

12 — Virmondes Cruvinel/Cidadania — O deputado estadual quer disputar, estuda a cidade, dialoga com segmentos organizados da sociedade. Se perder, mas se conseguir construir uma base maior no interior, pode disputar mandato de deputado federal.

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