Frederico Jayme deixa o PMDB e pode ser candidato a prefeito de Anápolis pelo PSDB

O ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Goiás Frederico Jayme (foto acima) é cotado para disputar a Prefeitura de Anápolis pelo PSDB ou por outro partido da base do governador Marconi Perillo. Quando consultado, frisa que sua prioridade é permanecer como chefe de gabinete do tucano-chefe e contribuir para o desenvolvimento de Goiás. Mas políticos do município argumentam que Frederico Jayme deveria disputar a prefeitura e Alexandre Baldy (PSDB), que também pretende ser candidato, deveria ficar na Câmara dos Deputados. Porque aí Anápolis continuaria com dois deputados federais — Baldy e Rubens Otoni (PT). Se Baldy for candidato e eleito, a cidade perderia um parlamentar federal, o que reduziria sua força e recursos no Orçamento da União.

[Daniel Vilela: ataque a Júnior Friboi visa enfraquecê-lo para a disputa de 2018]

Na semana passada, Frederico Jayme ouviu dois políticos de seu círculo íntimo de amizade — o governador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-prefeito de Goiânia Gilberto Naves (PMDB) — para decidir sobre seu futuro político. Os dois o aconselharam a deixar o PMDB. Ao receber um telefonema de um homem chamado Bruno, falando em nome do Diretório Regional do PMDB, sobre uma notificação, a ser apresentada na terça-feira, 10, com o objetivo de, em 15 dias, ter de fazer sua defesa (explicar porque não apoiou Iris Rezende para governador, optando por apoiar Marconi Perillo), Frederico Jayme perceber que deveria sair do PMDB. Porque as cartas estão amplamente “marcadas”. O grupo de Iris Rezende está mostrando que tem hegemonia no partido. Frederico Jayme disse ao Jornal Opção: “Um exército não pode ter apenas um ou dois militantes. Assim, se não há militantes e, portanto, não há causa para se defender, não há motivo para continuar no PMDB. Ninguém luta sozinho por uma causa”.

[Júnior Friboi: pra bancar Caiado em 2018, Iris Rezende precisa reduzir a força do empresário]

Frederico Jayme acredita que, ao perceber que o grupo Maguito Vilela-Júnior Friboi desarticulou-se, embora tenha dois deputados federais e força em Brasília, Iris Rezende partiu para o ataque contra o empresário Friboi. É provável que Maguito e Daniel Vilela não estejam percebendo que o jogo principal, quase se ataca Friboi (e Frederico Jayme), é mais enfraquecê-los tanto para a disputa de 2016 quanto, sobretudo, a disputa do governo em 2018. O PMDB de Iris Rezende não vai apoiar, em hipótese alguma, Daniel Vilela para o governo do Estado, pois já assumiu compromisso, com quatro anos de antecedência, de apoiar Ronaldo Caiado (DEM).

Frederico Jayme tinha uma conversa com Friboi para esta terça-feira.

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