Fotografias mostram que o poder público municipal abandonou Guapó, que já chamam de Buracolândia

04 março 2016 às 22h57
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As ruas estão sujas, esburacadas e encardidas. O poder público não troca as lâmpadas queimadas. O lixo se tornou o imperador das ruas
A primeira pergunta que se faz ao visitar Guapó é: o município tem prefeito? As pessoas dizem que “sim”, mas os visitantes não acreditam — e com razão. A cidade está literalmente abandonada ao deus-dará. O caos é absoluto.
Os moradores reclamam da dengue, dos estupros e dos assaltos. Enfim, do abandono generalizado. A mão do Poder Executivo na cidade só existe para cobrar impostos, mas não para atender a população.
A Polícia Militar diz que tem dificuldade para trafegar devido a quantidade infinita de buracos. Um visitante chegou a sugerir, em tom de brincadeira — e, curiosamente, nenhum morador protestou —, que o nome de Guapó, se fosse mudado para Buracolândia, ficará mais preciso, até perfeito.
As ruas de Guapó, segundo os moradores, se tornaram verdadeiros lixões. Entulhos estão por toda parte. O mato tomou conta, como se fosse o imperador da cidade. A escuridão reduz a segurança e contribui para aumentar o número de acidentes. O poder público, sempre ausente, não troca as lâmpadas queimadas.
Se uma imagem vale por mil palavras, o leitor deve olhar com atenção as fotografias feitas em Guapó. São o retrato exato do caos, do abandono e, sobretudo, da ausência do poder público no destino da cidade e de seus moradores. Portanto, o nome Buracolândia — ou Descasolândia — é mesmo apropriado.
Depois de verificar as fotografias, os leitores por certo perguntarão: “É uma cidade?” Bem, os moradores certamente dirão: “É Guapó”. Ou, dirão os visitantes, “Buracolândia”. Consta, por sinal, que as únicas “empresas” que não estão em crise em Guapó são as oficinas para conserto de carros, motos e bicicletas.