Fim das coligações força deputados adiar troca de partido para 2022

Em contrapartida, as siglas aumentaram as sondagens que  buscam já acertarem nomes com grande potencial eleitoral

Deputados estaduais goianos que vão concorrer à reeleição e novos candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aguardam a definição das regras eleitorais de 2022 para decidirem os rumos e os partidos. Mas, como era de se esperar, a sondagem para troca de siglas já é intensa. Entretanto as decisões devem vir com maior cautela, afinal, as possíveis mudanças nas regras do jogo podem alterar o cenário.

Os partidos políticos não podem perder tempo. As eleições de 2022 já estão colocadas há tempos e as articulações começaram já há algum tempo. Essa corrida das siglas é em razão às novas regras que serão colocadas em prática na eleição de deputado federal e estadual –  embora ainda possa haver alguma alteração. Mas hoje a principal  preocupação está relacionada à extinção das coligações que, a exemplo do que aconteceu na eleição de vereador, no ano passado, tem impacto para todas as legendas.

Sem a possibilidade de se coligar, as siglas precisarão montar chapas com candidatos competitivos para que possam disputar sozinhos vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Na chamada chapa pura, quem entra na disputa precisa considerar  a média de votos dos colegas de partido para saber as chances de serem eleitos –  assim, muitos desistem, ou vão para outras siglas em busca de chances maiores. 

É isso que tem feito os partidos irem com toda a carga em busca de novas filiações de nomes com potencial eleitoral. E também provocam cautela de políticos, principalmente dos que já possuem mandatos.

As trocas de legenda, no entanto, só poderão ser oficializadas em março de 2022, na chamada “janela partidária” – período em que os deputados poderão mudar de sigla sem o risco de perder o mandato. Como muitos deputados estaduais podem trocar suas siglas, os partidos já contam com algumas adesões. Veja as mais cotadas na Alego:

Adesões ao PP:
O deputado estadual, Amilton Filho, hoje no SD, é sondado e deve ir para o PP. O mesmo ocorre com Vinicius Cirqueira (PROS). Nos bastidores é dada como certa a ida ao PP. Outro que já é esperado é Talles Barreto, que atualmente está no PSDB, mas tem indicativos para a troca. Quem também pode ir parar no PP é o deputado Paulo Trabalho (PSL). Esse aguarda uma definição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que nos últimos tem sido cotado para se filiar ao Progressistas. 

Adesão ao DEM:
O partido do governador arregimentou muitos prefeitos. E deve atrair também deputados estaduais. Bruno Peixoto (MDB) já é dado como certa sua filiação ao DEM. O mesmo ocorre com Chiquinho Oliveira (PSDB) e com Wilder Cambão (PSD). Há possibilidade também do presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB) migrar para o partido do governador, embora o PSL tenha entrado em campo e também o esteja sondando.

Adesão ao MDB:
A depender do caminho que o MDB escolher caminhar em 2022 ele poderá ter mais ou menos filiados. Até agora, na Alego, há o deputado Lucas Calil (PSD) que já foi sondado e pode se tornar emedebista. 

Adesão ao PSD:
O deputado Virmondes Cruvinel deve deixar o Cidadania, aderindo ao PSD.

Muitas outras trocas são cogitadas, como o deputado  Rubens Marques (Pros), que deve ir para o Cidadania, Gustavo Sebba que pode, deixar o PSDB para se filiar ao Republicanos e o Zé Carapô, que hoje está no DC, mas analisa outras legendas.

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