O prefeito de Goianésia, Léo Menezes, do PSDB, é tratado como “galinha morta” pelo marketing de seu principal opositor, o pré-candidato a prefeito Renato de Castro, do União Brasil. Os dois, por sinal, são primos e foram aliados no pleito de 2020. Na época, Léo era conhecido como “Leozão do Renatão” — tal a força do ex-prefeito na cidade.

As pesquisas de intenção de voto apontam o deputado estadual Renato de Castro como líder inconteste. Porém, como ele e seus aliados sabem, não se ganha eleição por antecipação. Goianésia às vezes surpreende o coro dos contentes.

Renato de Castro: deputado estadual pelo União Brasil | Foto: Assembleia Legislativa

Mesmo que não seja considerado um articulador de primeira linha, dada sua lentidão para decidir, Léo Menezes conseguiu montar um exército eleitoral que, na campanha, pode fazer a diferença.

Entre os apoiadores de Léo Menezes estão pesos pesados de Goianésia, como Carlos Veículos (vereador e secretário da prefeitura), Helio de Sousa (ex-prefeito, ex-deputado estadual e médico), Jalles Fontoura (ex-prefeito e empresário), José Machado (deputado estadual e médico) e Otavinho Lage (ex-prefeito e empresário). E há outros apoiadores consistentes. Ou seja, o exército eleitoral do prefeito é consistente. Mas este exército eleitoral cobra que o gestor municipal seja mais consistente e proativo. “Léo é gente do bem, mas é um pouco devagar”, admite um aliado.

Os aliados de Léo Menezes dizem que ele tem condições de virar o jogo e derrotar Renato de Castro. Mas precisa acelerar sua gestão. “Se Léo conseguir concluir 600 casas e entregá-las para as pessoas pobres e se terminar o hospital municipal sua popularidade tende a subir. Participará da campanha como o candidato que tem o que mostrar, ao contrário do candidato da oposição, que terá de dizer o que planeja fazer. Então, a ascensão de Léo depende muito mais dele do que de qualquer outro fator”, sugere um aliado.

Otavinho Lage, Léo Menezes e Jalles Fontoura: aliança | Foto: Reproduções e Jornal Opção

Aliados de Léo Menezes sustentam que sua administração é eficiente, mas complementam que o prefeito não sabe fazer política. “Se Léo acordar, se perceber que seu tempo está acabando, poderá surpreender Renato de Castro. Nós, os aliados do prefeito, exigimos que ele assuma a liderança do processo. Ele não pode ficar esperando não se sabe o quê, quem sabe um milagre. Com mais ação e presença, sua reeleição pode ser garantida”, afirma o aliado.

A eleição será disputada daqui a sete meses e alguns dias. Portanto, Léo Menezes tem tempo, se agir rápido, de ampliar seu espaço na política de Goianésia. Porém, se continuar deitado em berço esplêndido, deixando o flanco aberto para os ataques adversários, deverá pensar, desde já, se irá ou não à posse de Renato de Castro, em 1º de janeiro de 2025. (E.F.B.)