Exame revela que Alzheimer de Joaquim Roriz está numa fase muito avançada

Laudo do IML comprova que o ex-governador do Distrito Federal não percebe mais o que está acontecendo com ele

Joaquim Roriz e Liliane Roriz: ex-governador nem percebeu que amputaram parte de uma de suas pernas | Foto: Gabriel Jabur/Divulgação

O ex-governador de Brasília Joaquim Roriz, de 81 anos, tem Alzheimer, diabetes e faz hemodiálise. Sua perna direita foi amputada abaixo do joelho e dedos do pé esquerdo foram cortados.  Ele está muito doente. A repórter Ana Maria Campos, do “Correio Braziliense”, publicou uma reportagem na quinta-feira, 1º — “Laudo do IML aponta que Roriz tem Alzheimer em estágio grave” —, na qual evidencia que a saúde do político goiano que governou o Distrito Federal quatro vezes é complicada. “Roriz não tem mais saúde mental para interferir na vida política da cidade, tampouco para compreender o mundo que o cerca. É o que revela laudo do Instituto de Medicina Legal, da Polícia Civil do DF.”

O diagnóstico é de “síndrome demencial, de etiologia mista, Alzheimer e vascular (CID1O F00.2 e F01.9), em estágio grave, com intensa repercussão sobre sua autonomia”. Segundo o “Correio”, “o exame consta de processo criminal em curso na 2ª Vara Criminal de Brasília. Trata-se de um incidente de sanidade mental, realizado para avaliar se o ex-governador tem compreensão da denúncia de corrupção que pesa contra ele. A resposta foi: não”.

A mulher de Joaquim Roriz, Weslian Roriz — estão casados há quase 60 anos —, deu depoimento indicando que a situação do ex-governador é muito grave. Segundo o jornal brasiliense, Joaquim Roriz, que foi deputado federal por Goiás e interventor em Goiânia, “começou a se agravar há oito anos. Desde 2015, piorou bastante. Ele começou a se mostrar melancólico, foi visto chorando pelos cantos, impaciente, muitas vezes sem reconhecer pessoas próximas da família, como filhas e netos, e a própria casa. Há três anos, Roriz foi submetido a uma cirurgia na coluna em São Paulo, quando começou a usar bengala e depois passou para a cadeira de rodas por conta da dor”. Amigos e parentes dizem que, quando visitam o ex-governador, praticamente não são mais reconhecidos. “Weslian contou que Roriz desconhece dinheiro, não sabe o que acontece na política e a chama frequentemente ao longo do dia.” Ele não usa telefone, não lê nem escreve. Não cuida sozinho de sua higiene pessoal.

Weslian conta que Joaquim Roriz pensa que parentes que morreram ainda estão vivos. O ex-governador nem percebe que perdeu parte partes de seu corpo, afirma sua mulher. É como se ele estivesse presente, fisicamente, e ausente, em termos de percepção da realidade.

Ao fazer o exame no IML, Joaquim Roriz não compreendeu o que estava ocorrendo. Foi indiferente, “em nítida apatia”. “Não respondeu a nenhum questionamento realizado pelo médico. Manteve-se a maior parte do tempo olhando para frente, com pouca expressão facial e em silêncio”, afirma o “Correio”.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, depois de examinar o laudo e pedir uma análise complementar, deve pedir a suspensão “vai pedir a suspensão do processo de Joaquim Roriz e o prosseguimento em relação aos demais réus, como determina o artigo 149 do Código de Processo Penal. Trata-se da ação penal que aponta favorecimento à empresa WRJ na construção do residencial Monet, em Águas Claras. Com base nesse entendimento, todas as ações penais contra Roriz também deverão ser interrompidas”.

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