Ex-comandante Edson Pujol: Pazuello ferrou a si e ao Exército ao não comprar vacinas

O general Edson Leal Pujol fez um elogio rasgado ao general Mourão e um agradecimento formal ao presidente Jair Bolsonaro

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, e o presidente Jair Messias Bolsonaro: dupla “contra” a vacina?| Foto: Reprodução

Duas notas da revista “Veja”, “De saída, chefe do Exército afaga Mourão e trata com frieza Bolsonaro”, e do jornal “O Globo”, “Ex-comandante, Edson Pujol diz que Eduardo Pazuello ‘ferrou o Exército’”, dão indicativos de que as relações do presidente da República não são as melhores com gente qualificada e poderosa das Forças Armadas.

Leia o que diz a coluna de Ancelmo Gois, jornalista sério e, por isso, nada dado a inventar: “Veja a história que circula no chamado Forte Apache, como é conhecido o Quartel General do Exército, em Brasília: num encontro recente, o ex-comandante do Exército Edson Leal Pujol comentou com Eduardo Pazuello, o ex-ministro da Saúde de Bolsonaro: ‘Pazuello, quando o Bolsonaro lhe proibiu de comprar vacinas, você deveria ter pedido demissão. Obedecendo, você se ferrou e nos ferrou junto’”. É preciso notar que há uma frase entre aspas. Uma frase dura.

Jair Bolsonaro, negacionista, e o general Edson Pujol, pró-vacina | Foto: Reprodução

Na terça-feira, 20, o general Edson Pujol, um democrata absoluto, ao passar o cargo de comandante do Exército para o general Paulo Sérgio, afagou o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República: “Agradeço ao vice-presidente da República, meu companheiro de Inteligência, de Amazônia, de curso de guerra na selva, e de Alto Comando, general Hamilton mourão, por todo o apoio, a consideração e as considerações e conselhos necessários”. Frise-se que, além do respeito, há um carinho especial pelo ex-colega de farda.

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão: o capitão tem menos força do que o general nos quartéis | Foto: Reprodução

Ao se referir ao presidente Jair Bolsonaro, Edson Pujol, que não é de falar muito — exceto o necessário —, disse: “Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, comandante supremo das Forças Armadas, por ter me nomeado para essa importante e honrosa missão”. Não há nenhuma referência pessoal do general ao ex-capitão.

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