Ao contrário de seus principais adversários, o governador é um político que veio do povão e se tornou um self made man

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O governador de Goiás, José Eliton, do PSDB, não tem o perfil do tocador de obras clássico — não é, por assim dizer, um filho político do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB). Em nove meses de governo, de abril a dezembro, concluirá obras da gestão anterior e terminará suas próprias obras. Mas seu perfil político é de outra natureza.

José Eliton é um político que, a despeito de avaliar as obras como essenciaisl — boas estradas dão segurança às pessoas e facilitam o transporte da produção econômica —, atua para melhorar a vida dos indivíduos. Ele tem um olho clínico para as pessoas. Tanto que criou o Terceiro Turno na saúde — ampliando o atendimento de qualidade para os mais pobres — e melhorou a segurança nos terminais de ônibus. A polícia está mais ágil e combatendo, de maneira orgânica, o crime organizado. Seu grau de responsabilidade com as contas públicas tem sido elogiado, ao menos nos bastidores, até por adversários. Sua firmeza na defesa de posições inegociáveis é bem-vista pelo funcionalismo público que atua mais diretamente na governança do Estado.

Há um José Eliton múltiplo, que pensa no crescimento econômico e no desenvolvimento — quer dizer, na distribuição dos dividendos do crescimento. Mas especialistas em marketing sugerem que os eleitores — as pessoas comuns, a maioria — querem saber mais a respeito da figura humana José Eliton. Para além do homem e político de aguda visão técnica e preocupações sociais genuínas — até porque não nasceu rico —, há o indivíduo e este precisa ser mostrado aos eleitores. Sua história é a do vencedor, do self mad man, que saiu de baixo. Não é uma história construída pela família. É a história de um jovem que venceu pelo esforço pessoal, pela dedicação aos estudos e ao trabalho.

Ao contrário de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, filho das elites econômicas e políticas de Goiás — com longa tradição —, José Eliton não é filho de uma família rica. É filho de uma família que cresceu pelo trabalho até se integrar à classe média. “Ele é gente como a gente”, costumam dizer o deputado federal Sandes Júnior, o ex-prefeito de Catalão Jardel Sebba e o secretário Benitez Calil.

José Eliton estudou Direito e, em seguida, trabalhou de empregado em escritório de advocacia — até organizar seu próprio escritório. Pessoas que o conhecem bem afirmam que sua capacidade de estudar os assuntos, da área de direito ou do governo, impressiona. Ele examina tudo cuidadosamente e só decide depois que tem uma ideia formada sobre os assuntos. Economistas ficam impressionados com o seu conhecimento das coisas de Goiás. Não é um conhecimento robotizado. É um conhecimento de quem estuda a fundo e tem sensibilidade para propor solução práticas tanto para resolver os problemas quanto para requalificar os programas do governo. É o José Eliton que tem de ser exibido aos goianos — o indivíduo (o homem) por trás do político. A rigor, ele nem se parece com o político clássico. Seu perfil é o do político que a sociedade quer: firme, sério, responsável e decente.