Escolha do candidato a senador da base governista deve ficar por conta dos líderes partidários

Estão no páreo: Alexandre Baldy, Delegado Waldir, Henrique Meirelles, João Campos, Luiz Carlos do Carmo, Wilder Morais e Zacharias Calil

Henrique Meirelles: pré-candidato pelo PSD | Foto: Reprodução

Por uma questão de autoridade, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do partido Democratas, decidiu que o vice da chapa majoritária em 2022 ficará unicamente sob sua responsabilidade. Mas, para o Senado, a escolha do candidato se dará de modo diferente — pelos partidos de sua base.

João Campos: pré-candidato pelo Republicanos | Foto: Câmara dos Deputados

Na base de Ronaldo Caiado há oito pré-candidatos a senador — em ordem alfabética: Alexandre Baldy, Delegado Waldir Soares, Henrique Meirelles, Iris Rezende (depois do AVC, dificilmente disputará uma eleição em que é preciso circular por um Estado gigante como Goiás), João Campos, Luiz Carlos do Carmo, Wilder Morais e Zacharias Calil (Delegado Waldir aparece na lista porque retomou o diálogo com o governador). São oito nomes de alta qualidade e qualquer um deles abrilhantará a chapa majoritária. Mas fica a pergunta: como escolher o postulante? Quais devem ser os critérios?

Delegado Waldir Soares: pré-candidato pelo PSL | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Comenta-se, na base governista, que, entre os critérios, estão pesquisas qualitativas e quantitativas, densidade eleitoral, alianças consistentes, nome sedimentado na sociedade e experiência política. Todos aceitarão tais “regras”? Talvez não, porque alguns se consideram como candidatos por direito divino.

Alexandre Baldy: pré-candidato pelo Progressistas | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Mas uma coisa é praticamente certa: o governador Ronaldo Caiado pode até opinar, mas certamente deixará a escolha do candidato a senador para os líderes dos partidos políticos que o acompanham. Eles terão de assumir responsabilidade pelo estabelecimento de critérios para a escolha do postulante e, ao mesmo tempo, para “segurar” aqueles que foram preteridos.

Luiz Carlos do Carmo: pré-candidato do MDB | Foto: Divulgação

No momento, sem Iris Rezende no páreo, dois nomes largaram na frente: Henrique Meirelles, do PSD, e João Campos, do Republicanos. O ex-ministro conta com o apoio do senador Vanderlan Cardoso, do presidente do PSD, Vilmar Rocha, e do deputado federal Francisco Júnior. João Campos é bancado pelo prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, pelo deputado estadual Jefferson Rodrigues e por duas igrejas de grande porte: a Igreja Universal e a Igreja Assembleia de Deus (apenas parte dela).

Wilder Morais: pré-candidato do PSC | Foto: Reprodução

O ex-senador Wilder Morais, do PSC, empresário milionário, e o senador Luiz Carlos do Carmo, do MDB, estabeleceram uma parceria. Aquele que estiver melhor nas pesquisas será o candidato a senador e o outro será o suplente. A ressalva é que, nas pesquisas que circulam nos gabinetes, os dois aparecem muito mal — bem atrás de Delegado Waldir, do PSL, João Campos, Henrique Meirelles, Zacharias Calil, do DEM, e Alexandre Baldy, do Progressistas. Porém, segundo um aliado do governador, a dupla está trabalhando firme no interior e conquistando apoio de amplos setores da base governista. Parte da Assembleia de Deus, a dirigida pelo pastor Oídes José do Carmo, uma das vozes respeitadas da igreja em Goiás e no país, apoia Luiz Carlos do Carmo.

Zacharias Calil: pré-candidato do DEM | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Zacharias Calil tem um “drummond” no meio do caminho: pertence ao partido do governador Ronaldo Caiado. O DEM não terá — e é definitivo — dois nomes na chapa majoritária. O deputado federal não pode se iludir mais.

Alexandre Baldy, que conta com o importante apoio do prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), é radical: disputará mandato de qualquer maneira — seja na chapa de Ronaldo Caiado, seja na chapa de Jânio Darrot, seja na chapa de Gustavo Mendanha (de saída do MDB).

Iris Rezende: depois do AVC, pode desistir da disputa | Foto: Divulgação da Secom Municipal

Duas pesquisas, que circulam em Goiânia, mostram que, com a retirada de Iris Rezende, o líder nas intenções de voto é Delegado Waldir Soares, seguido de João Campos. Os levantamentos mostram também que são os dois mais conhecidos (em conhecimento, só perdem para Iris Rezende).

Curiosamente, Luiz Carlos do Carmo e Wilder Morais, embora estejam na política há algum tempo, são pouco conhecidos dos eleitores. Zacharias Calil é mais conhecido na Grande Goiânia. Numa pesquisa, perguntaram sobre o que faz o deputado federal pelo Democratas, e 72% dos que o conhecem disseram que é “médico” e que “separa crianças siamesas”.

Lúcia Vânia: nome apropriado para coordenar o processo | Foto: Divulgação

Alexandre Baldy também não é muito conhecido, talvez porque esteja fora do Estado há algum tempo (é secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, na gestão do governador João Doria, do PSDB). Henrique Meirelles também não é muito conhecido. Quem o conhece, sobretudo entre os que têm curso superior, o respeita, por considerá-lo “bem-sucedido” e “competente”. Quando o identificam, os eleitores sabem que foi ministro, mas poucos sabem que é secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo.

Resta saber se a base governista vai indicar um coordenador para a escolha do candidato a senador? “Por sua experiência como senadora, Lúcia Vânia, se não for candidata a deputada federal, poderia assumir a coordenação do processo”, postula um deputado.

Sem um coordenador, que seja respeitado e aceito por todos, o processo de escolha pode se tornar um verdadeiro caos.

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