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Consultados, pesquisadores e cientistas políticos, mesmo admitindo que o Entorno de Brasília é, depois da Grande Goiânia, a região que mais tem eleitores em Goiás, sugerem que deve eleger apenas um deputado federal.

Há uma aposta geral de que o deputado federal Célio Silveira, do MDB, será reeleito. Mas não apenas devido aos votos do Entorno de Brasília. O parlamentar espraiou sua estrutura eleitoral por municípios de outras regiões. Ele está fortemente ancorado, para citar dois municípios, em Anápolis (é ligado ao prefeito Márcio Corrêa, do PL) e em Morrinhos (onde conta com o apoio do ex-prefeito Rogério Troncoso, um ícone da política local).

Lêda Borges: deputada federal pelo Republicanos| Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Célio Silveira tem forte presença nos municípios do Entorno de Brasília, notadamente em Luziânia, onde foi prefeito, e Valparaíso, onde conta com o apoio do prefeito Marcus Vinicius e do ex-prefeito Pábio Mossoró.

Por que o Entorno não elege mais deputados federais? Em 2022, elegeu dois: Célio Silveira e Lêda Borges (que trocou o PSDB pelo Republicanos). Não elege porque, em toda eleição, uma legião estrangeira invade suas cidades pedindo (e conseguindo) votos. José Nelto, do União Brasil, Magda Mofatto, do PL, e Daniel Agrobom, do PSD, estão fortemente ancorados na região. Isto para citar só três nomes, mas há outros.

Há duas candidatas relativamente fortes do Entorno: a deputada federal Lêda Borges e a deputada estadual Zeli Fritsche, do PSD. Ambas são candidatas a deputada federal.

Zeli Fritsche: deputada federal pelo União Brasil | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção
Zeli Fritsche: deputada estadual pelo PSD | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção

Lêda Borges e Zeli Fritsche têm como base eleitoral principal o município de Valparaíso de Goiás. Noutras palavras, uma “prejudica”, eleitoralmente, a outra.

Lêda Borges, por ser deputada federal — dona de emendas federais valiosas —, tem apoios em municípios que não são do Entorno de Brasília. Zeli Fritsche não teve tempo de construir uma forte base eleitoral para disputar mandato de deputada federal. Seu partido não a coloca como favorita. Lá os principais nome são Lucas do Vale, Daniel Agrobom e Ismael Alexandrino.

As duas correm o risco de saírem derrotadas do pleito de 2026. Lêda Borges enfrenta outro problema: as duas apostas do Republicanos são a deputada federal Marussa Boldrin, que conta com o apoio do “general” eleitoral José Mário Schreiner — coordenador-geral da campanha de reeleição do governador de Goiás, Daniel Vilela, do MDB —, e Ricardo Quirino.

O deputado estadual Ricardo Quirino é o nome que a Igreja Universal — que controla o Republicanos — banca para deputado federal. À parlamentar Lêda Borges fala o apoio de um “general” eleitoral. (E.F.B.)