Qualis indicam que os eleitores não querem o anti-Iris, e sim um Iris Rezende remoçado e de ideias arejadas

As pesquisas quantitativas mostram o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, do MDB, estabilizado — no alto — e descolado dos demais pré-candidatos. Fica evidente que, se disputar, irá para o segundo turno. Os demais estão lutando para que tenha segundo turno e, sobretudo, para se aproximar do gestor municipal.

De todos os adversários, o que descola um pouco mais é Adriana Accorsi, do PT. Os demais estão embolados.

Se as pesquisas quantitativas estão registrando o óbvio — a liderança incontestável de Iris Rezende (e também de Maguito Vilela, do MDB, quando mencionado) —, as pesquisas qualitativas registram informações que precisam ser examinadas com atenção. Frise-se que são feitas em menos quantidade por causa do custo financeiro (tanto que alguns políticos estão optando por uma pesquisa semi-qualitativa).

Iris Rezende: eleitores não querem o “anti-Iris”, e sim um “Iris mais avançado” | Foto: Reprodução

Numa das pesquisas, à qual o Jornal Opção teve acesso, há informações interessantíssimas. Registraremos, a seguir, algumas, de maneira resumida.

Primeiro, neste momento, os eleitores de Goiânia estão preocupados com saúde, emprego e educação (dos filhos — frisam).

Segundo: o tema segurança pública saiu da pauta prioritária, o que não significa que não seja mencionado. Admite-se, inclusive, que a segurança, sob o governo de Ronaldo Caiado, melhorou. Frisa-se que a polícia “está mais presente” e “atenta”.

Terceiro: o tema meio ambiente, embora muito presente na mídia, não é lembrado espontaneamente.

Quarto: uma pesquisa esmiuçou a questão das obras e o consenso das pessoas é que quanto mais se faz obras mais se rouba no Brasil. Portanto, os eleitores não estão muito preocupados com políticos obreiros. (Curiosamente, quando se trata de Iris Rezende, a maioria afirma que ele faz obras importantes e necessárias, por exemplo para melhorar o trânsito, e que é decente.)

Quinto: os usuários do transporte coletivo não acreditam que nenhum prefeito fará alguma coisa significativa para melhorá-lo.

Sexto: os eleitores de Goiânia não estão apostando num “anti-Iris Rezende”. Porque, de maneira geral, estão satisfeitos com a gestão do prefeito, que, além de trabalhar — é o que dizem —, “não deixa a peteca” cair. Noutras palavras, pode até não ser muito criativo, mas mantém a cidade limpa e paga funcionários e fornecedores em dia. A cidade não tem “problemas sérios”, afiançam, porque o prefeito é presente e ativo.

Os eleitores mencionam a idade de Iris Rezende, 86 anos, mas indicam que não tem sido empecilho. Há até os que se orgulham de um homem de quase 90 anos continuar trabalhando.

Mas é possível perceber que, de fato, os eleitores querem mudança, novos líderes, novos projetos. Mas, insista-se, não apostam no “anti-Iris”, e sim, muito mais, no “novo Iris” Rezende ou no Iris Rezende 2 — um político parecido, mas remoçado, com ideias modernas e arejadas.

Entretanto, se não aparecer o novo Iris Rezende, os eleitores vão optar pela continuidade. Porque não querem trocar o certo pelo duvidoso.