O emedebista estaria perdendo o “posto” de candidato da “oposição de fato” para o senador Ronaldo Caiado

Daniel Vilela e Ronaldo Caiado: os eleitores querem saber qual dos dois representa mesmo a oposição ao sistema tucano de fazer política e gestão

Há um consenso entre experts da política goiana de que o pré-candidato do MDB a governador de Goiás, deputado federal Daniel Vilela, não está conseguindo remover dois drummonds imensos de seu caminho.

Primeiro, os eleitores, se­gun­do as pesquisas de intenção de voto, estariam percebendo o postulante emedebista não como o candidato que polariza, e sim como o símbolo da terceira via. Há uma tendência, na política de Goiás, de os eleitores optarem por examinar tão-somente dois candidatos — exatamente aquele que polarizam.

Segundo, Daniel Vilela, ao menos no momento, parece ter perdido o “posto” de “candidato da oposição”. Sua imagem, talvez mais aparente do que real, é a de que representa uma espécie de “oposição consentida”. Há quem acredite que se trata do postulante número dois do Palácio das Esmeraldas — depois do candidato principal, o governador José Eliton. O motivo disto é a proximidade, não de Daniel Vilela, e sim de seu pai, Maguito Vilela, tanto do go­vernador José Eliton (PSDB) quanto do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Em tempos radicalizados, em que os eleitores exigem candidatos posicionados e firmes em relação ao poder, Daniel Vilela está perdendo espaço para Ronaldo Caiado, o pré-candidato do DEM, que tende a ser visto como o postulante da “oposição de fato”.

Há outra questão, que nem chega a ser um drummond, pois há possibilidade de ser corrigida, até rapidamente. Daniel Vilela, quiçá por não ter conseguido formular um marketing político eficiente, está sem gancho. O da renovação — simbolizando a mudança — precisa ser formulado. Não basta dizer “é novo” que se terá um resultado milagroso.

Consta que Daniel Vilela, com o apoio de Maguito Vilela — e inclusive Sandro Mabel, um especialista em campanhas majoritárias, e o irista Mauro Miranda —, está procurando estabelecer um gancho do estilo “o novo que é competente, equilibrado e responsável”.