Eleitor evangélico pode ser elemento decisivo pra virada eleitoral de Roberto Naves em Anápolis

A cidade tem um grande contingente de eleitores evangélicos e o prefeito é o preferido deles. Seu vice, Márcio Cândido, inclusive é evangélico

Poucos candidatos são tão animados quanto o prefeito de Anápolis, Roberto Naves, do partido Progressistas. Não se trata de um otimismo panglossiano, e sim de um otimismo estribado em pesquisas, qualis e quantis, e contatos com a sociedade anapolina.

Entre os robertonavistas, sobretudo os da área de intelligentsia, argumenta-se que os eleitores estão apenas começando a definir seu voto. Somente com a aproximação da eleição, que será realizada daqui a 21 dias — três semanas —, é que eles começam a observar os candidatos com mais atenção. A frente de um postulante pode ser apenas “inercial”, ou seja, uma liderança não consolidada; portanto, provisória, circunstancial.

Com o time em campo, e um candidato motivado, a base governista, com o governador Ronaldo Caiado, nascido em Anápolis, na linha de frente, postula num quadro de virada eleitoral.

Roberto Naves: prefeito de Anápolis e candidato à reeleição | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Um dos motivos mais decisivos, se houver mesmo uma virada eleitoral, tende a ser o voto evangélico. Como se sabe, as igrejas evangélicas são fortes na cidade e seus representantes são figuras respeitadas. O vice de Roberto Naves, Márcio Cândido, é evangélico. Avalia-se que a maioria dos votos evangélicos será dada a Roberto Naves — que é cristão e, ao contrário de membros do PT, não comunga as ideias dos ateus.

Pesquisas e cruzamentos de dados sugerem que o voto evangélico pode decidir uma eleição em Anápolis. E, no momento, Roberto Naves é a principal aposta dos evangélicos na cidade.

Levantamentos também indicam que os eleitores estão avaliando, com atenção, a gestão de Roberto Naves. A conclusão é que o avaliam como um gestor eficiente (há pesquisa mostrando isto). Muitos eleitores, nas qualis, apontam que o candidato do PT, Antônio Gomide, estaria “desmotivado” — inclusive por motivo de doença (o que, inicialmente, o levou a renunciar à candidatura). O prefeito, pelo contrário, “é a motivação em pessoa” — comenta-se na cidade.

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